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Desafio triplo em projetos de integração da companhia

Luis Antonio Janssen, CIO da Yara, precisou dar suporte à fusão com a Fertibras, migrar a infra-estrutura de TI da Noruega e criar novo portal corporativo.

Por Vinicius Cherobino, do COMPUTERWORLD

31 de agosto de 2007 - 00h00
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Uma migração da infra-estrutura de TI da Noruega para o Brasil, a recriação de um portal corporativo mais interativo e funcional, além do projeto mais delicado de todos: suportar e integrar a estrutura de TI de uma empresa adquirida que possui seis unidades fabris espalhadas pelo Brasil. Esse é o resumo do ano de Luis Antonio Janssen, o CIO da Yara. Ano que, aliás, foi o seu primeiro na organização.

O maior projeto foi, sem dúvida, a integração dos sistemas de tecnologia depois de uma aquisição. A subsidiária brasileira da Yara, a maior empresa de fertilizantes do mundo com faturamento de mais de 3,8 bilhões de euros, fechou a compra da Fertibras em julho do ano passado por 278 milhões de reais. Os desafios avolumavam-se. Janssen acabara de entrar na companhia e, além de se adaptar à realidade da nova empresa, precisava cuidar do ambiente díspar de tecnologia das duas companhias, integrando as seis unidades fabris da Fertibras espalhadas por todo o Brasil ao sistema de gestão empresarial da Yara.

“Depois de um período de definição da estratégia, foi decidido absorver a estrutura da Fertibras. Era preciso acabar com o legado da empresa adquirida, mas sem perder as informações e colocando as fábricas dentro do sistema da Yara”, conta o executivo. O problema é que a decisão foi tomada em 16 de novembro de 2006 e o prazo estabelecido para a mudança era, no mínimo, agressivo: 1º de janeiro de 2007. Um período de 45 dias. “A direção entendeu o risco da mudança, mas decidimos assumir de qualquer jeito”, resume.

Janssen conta que, além do tamanho da estrutura, a equipe de TI da Fertibras não estava acostumada a trabalhar com o SAP em inglês, o padrão da Yara. Mas havia mais. Os sistemas de gestão da gigante alemã instalados nas empresas não tinham os mesmos módulos, o que dificultava ainda mais a integração. Além disso, os sistemas-satélite ao ERP SAP que rodam na Yara, como Mastersaf, Rubi e Average, não reconheciam as informações oriundas da empresa adquirida. Mudar a cultura de uma organização, acostumada a trabalhar a TI de maneira diferente, também era um desafio.

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As estratégias utilizadas foram muitas. O CIO da Yara demandou que pessoas-chave da TI da organização fossem enviadas às unidades da Fertibras para realizar os treinamentos nos funcionários locais. A organização de mini-templates ajudou em outro momento, para dar suporte à migração tecnológica. Por fim, foi dada atenção à mudança cultural em busca de criar uma nova forma de atuar. “Tivemos um forte apoio do RH para apoio no momento de implantar a forma de trabalhar Yara. O desafio era desconsiderar o antigo e adotar o novo”, completa.

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