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Desafio triplo em projetos de integração da companhia
Por Vinicius Cherobino, do COMPUTERWORLD
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Uma pergunta, no entanto, continua sem resposta. Com toda
essa complexidade, foi possível realizar a integração dentro do prazo? “No dia
1º de janeiro, não”, confessa Janssen, “mas por ser reveillon. Na próxima
segunda-feira, dia 4 de janeiro, todas as operações já funcionavam integradas,
com as seis unidades fabris operando sobre o nosso SAP”. O executivo destaca,
satisfeito, que o projeto tinha um orçamento inicial de 1,280 milhão de reais e
utilizou 850 mil reais. Da equipe antiga de TI da Fertibras, que contava com
dez pessoas, duas foram absorvidas. De outras áreas, passaram a ser
funcionários da Yara 400 colaboradores.
Apenas o início
Este projeto, contudo, foi apenas o cartão de visitas. Quando deixou a função de diretor de tecnologia na Unimed, dois anos atrás, Luis Antonio Janssen estava procurando maiores desafios em uma estrutura multinacional. Além da integração depois de uma compra, a área de TI da Yara ainda tinha de cuidar da migração da infra-estrutura de tecnologia da Noruega, sede da empresa, para o Brasil e também realizar a reestruturação do portal corporativo.
Vale notar que, apesar de estarem sendo apresentados nesta reportagem cada um isoladamente, esses projetos aconteceram quase que concomitantemente, levando a um esforço maior para, primeiro, implantar cada uma das demandas individualmente; segundo, conseguir gerenciar bem o processo e fluxo de trabalho exigido por elas. “Mais do que sobreviver, é preciso fazer um bom trabalho”, garante Luis Antonio Janssen, CIO da Yara Brasil.
Outra iniciativa delicada foi o transporte da infra-estrutura de tecnologia que estava hospedada na Noruega para o Brasil. Com mais de três meses de atraso, o projeto precisava ser realizado para reduzir custos e melhorar a gestão. De acordo com Janssen, a migração era fundamental para um novo modelo de gestão mais eficiente. “Muito foi feito individualmente... aquela coisa de pegar fita de backup e colocar debaixo do braço. O problema era passar pelo detector de metal no aeroporto”, relembra. Hoje, toda a estrutura da empresa está na Tivit.
Com mais de 20 anos de experiência em tecnologia da
informação, o executivo teve passagens por diversas verticais de mercado, de
finanças a tecnologia, saúde e, hoje, na indústria petroquímica. Para a
reestruturação do portal corporativo, esse conhecimento foi fundamental. “A
experiência em outros segmentos foi benéfica para eu pensar sempre em novas
maneiras e tentar outras estratégias para mudar o negócio”, conta Janssen.
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