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TI como suporte aos novos negócios

José Geraldo Antunes reestruturou os processos da empresa para que a tecnologia oferecesse as condições necessárias para o crescimento da Klabin.

Por Vinicius Cherobino, do COMPUTERWORLD

31 de agosto de 2007 - 00h00
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Uma empresa em franco crescimento – a Klabin registrou lucro líquido de 372 milhões de reais no primeiro semestre de 2007, valor 43% maior do que o montante registrado no mesmo período de 2006, o que representa a maior produtora e exportadora de papéis de embalagens do Brasil – com mais de 7,5 mil funcionários, 11 mil ao contar os colaboradores terceirizados. Nesta estrutura, a tecnologia desempenha um papel fundamental. E, especialmente em um momento de forte crescimento, a TI precisa estar atenta e preparada para fornecer todas as condições que a infra-estrutura da empresa não represente um entrave ao desenvolvimento.

Esse foi e está sendo o maior desafio de José Geraldo Antunes, CIO da Klabin. Há mais de oito anos na empresa, o executivo realizou, em 2006, a reestruturação dos processos de negócios da companhia, movimento que culminou com a migração para a nova versão do sistema de gestão empresarial SAP que roda na empresa.

“Por estar no meio de tudo, a TI tem uma visão única e, com ajuda do departamento de controladoria, propomos a revisão dos processos”, conta Antunes. O executivo destaca que o desafio para qualquer CEO está em criar processos bem estruturados e organizados para gerar redução de custos. “Excelência operacional é a chave. Depois que concluímos a nossa reestruturação, conseguimos uma redução sustentável de 100 milhões de reais por ano”, comemora.

A reestruturação foi longa. Apenas para a fase de revisão dos projetos foram investidos seis meses com apoio de duas consultorias. Depois, conta o executivo, foi feito o mapeamento dos processos, analisando o alinhamento de área por área, ouvindo cada executivo e definindo os fatores críticos para os negócios, para, enfim, redesenhá-los. “Foi a manutenção do avião em pleno vôo. Neste tipo de iniciativa, o tempo é muito delicado, se não tiver cuidado, não acaba nunca. Por isso, definimos o que podemos reestruturar em um ano”, diz.

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Antunes destaca que os processos mais críticos durante a reestruturação foi aqueles que alteraram a estrutura do SAP, modificando especialmente os códigos de produtos. “De um dia para o outro, a Klabin deixou de ter 172 mil códigos de produtos para ter 4 mil. Isso muda a forma como o SAP foi estruturado. É uma modificação drástica que leva tempo para ser absorvida”, argumenta.

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