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TI como suporte aos novos negócios

Por Vinicius Cherobino, do COMPUTERWORLD

31 de agosto de 2007 - 00h00
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Esse tipo de trabalho, compara, é como deixar de fazer viadutos para começar a construir estações de metrô. “Por mais que seja traumático, os benefícios chegam na seqüência. A burocracia de aprovação no SAP, por exemplo, foi simplificada e acontece agora em um único lugar com uma mesma visão”, complementa.

Antunes afirma que o próximo momento está em trabalhar a estratégia de custeio da empresa. Assim, a Klabin vai deixar de ter uma atuação congelada para passar a realizar análises preditivas que avaliam, por exemplo, a variação do dólar ou outros cenários de negócios no futuro. “A reestruturação contou com pessoas estratégicas, não com as disponíveis. Desde o começo, classifiquei isso como um ponto fundamental. Redesenhar os processos não é uma iniciativa apenas da TI, mas da empresa”, define.

Histórico na Klabin

Formado em Ciências da Computação em 85 pela Universidade de Bauru, no interior de São Paulo, o executivo tem MBA pela FIA (Faculdade Interação Americana), José Geraldo Antunes foi contratado pela Klabin para implementar a primeira versão de SAP em 1996. Dada a sua complexidade, o projeto foi adiado em um ano e meio, entrando em produção em novembro de 1999. “Um mês depois, o CIO saiu. Assumi a função em um momento que a Klabin focava-se no negócio, com um novo discurso que defendia: ‘não fazemos sistemas, mas papel’”, relembra.

Uma de suas primeiras ações como CIO na empresa, garante Antunes, foi acabar com o que classificou de ‘redoma de vidro dos gênios da tecnologia’. “Não faz sentido que os profissionais de TI se fechem em sua ‘genialidade’. Quebrei isso para dizer ‘sem o negócio não somos nada’ e buscar uma união na empresa”, afirma. O CIO destaca o comitê de tecnologia que, há três anos, tem reuniões bimestrais e conta com a participação de executivos de negócios e áreas de apoio. “É fundamental tirar as decisões da TI do pessoal da TI, os temas são muito importantes para ter apenas um pensando”, acrescenta.

De acordo com ele, no modelo antigo a tecnologia ficava com o delicado papel de decidir quem seria atendido com prioridade. “Quando isso foi passado para o outro lado da mesa, ficou claro que a TI estava com um papel que não lhe cabia. Agora, decidimos em conjunto”, garante. Antunes destaca que a TI podia colaborar de maneira diferente para gerar outro tipo de resultados.

Além da sua experiência na Klabin, José Geraldo Antunes foi presidente da ASUG Brasil (Associação de Usuários SAP) e participa do grupo GETI (Grupo de Executivos de Tecnologia da Informação), que tem 30 CIOs entre seus membros, há mais de três anos. A troca de conhecimentos e de experiência é inestimável, esse tipo de envolvimento é fundamental para estar antenado com o que acontece. “Não é preciso inventar novamente a roda, mas ver o que está sendo feito e analisar para cortar caminhos”, diz.

Principais projetos

  • Reestruturação de processos que culminou com a migração da versão do SAP
  • Suportar crescimento da empresa mantendo uma plataforma aberta e com processos integrados de ponta a ponta

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