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Governança ajuda TI a vestir a camisa na Hering

Com firme convicção sobre a importância do ITIL, da pró-atividade e com objetivo de abraçar automação comercial e industrial, o CIO Marcelo Camêlo investe em métricas.

Por Luciana Coen, do COMPUTERWORLD

31 de agosto de 2007 - 00h00
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O desafio não é pequeno para a alta direção de uma das mais tradicionais  companhias de vestuário brasileiro – a Hering. Depois de fazer sua oferta pública de ações no Novo Mercado da Bovespa, a meta da empresa é dobrar de tamanho nos próximos quatro a cinco anos. A tecnologia da informação teve papel fundamental desde o IPO, que ocorreu em julho, e continuará sendo fundamental para os negócios na implementação do novo sistema de gestão, da SAP.

Marcelo Camêlo, à frente da área de tecnologia da informação da companhia desde 2005, tem um desafio ainda maior. “Quero transformar a área de TI da Hering na melhor de sua indústria”, afirma com segurança. O mais importante trabalho em sua área foi o projeto de governança de TI. “Quando implantamos o ITIL, descobrimos que o céu é o limite”, define o executivo. A postura do setor, incluindo todos os funcionários – certificados em ITIL Foundations, o curso-base da biblioteca – tornou-se pró-ativa.

O projeto de ITIL foi desenvolvido por um consultor especializado, com ajuda de métricas criadas por Camêlo para ensinar a todos os profissionais. Apaixonado por aviação e aeronáutica que é, o executivo utilizou o filme Apollo 13 como base para montar um sistema baseado em ITIL de atendimento às áreas de negócio. O mais inusitado é que existe um jogo no mercado oferecido por uma consultoria de São Paulo com este mote. No entanto, o CIO decidiu criar suas métricas, depois de ter se certificado na biblioteca.

Camêlo passa boa parte de seu tempo fazendo networking com seus pares e outros funcionários. Com o projeto de governança, ele percebeu duas coisas fundamentais para o bom relacionamento do restante da empresa em relação à área de tecnologia. A primeira delas é ter critérios e métricas para cobrar pelo serviço. A segunda é a gestão de expectativa, que só é bem feita se tudo o que for desenvolvido for comunicado, formal e informalmente. “É preciso cada vez mais se desprender da tecnologia e se voltar a processos”, indica o gestor, que vê esta como principal diretriz para qualquer executivo.

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