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Oito anos depois, sensação de missão cumprida
Keiji Sakai, CIO do Deutsche Bank, conseguiu dar suporte ao crescimento da corporação com projetos de otimização com mão-de-obra enxuta e ultra-qualificada.
Por Luciana Coen, do COMPUTERWORLD
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Depois de oito anos na área de tecnologia da informação do Deutsche Bank, sendo quatro deles em posição de comando, Keiji Sakai se sente sereno. Querido pela maioria dos seus pares e, principalmente, por sua equipe, a notícia de que estaria saindo do banco, divulgada no início de agosto, soou como um choque para muitos – interna e externamente. Mas o executivo, depois de liderar projetos complexos e assumir o alto comando na época do ataque terrorista à Nova York, decidiu que era hora de enfrentar desafios ainda maiores. “Tenho a sensação de missão cumprida. O banco é fantástico e me deu boas oportunidades. Fiz tudo o que queria fazer”, afirma.
De origem japonesa, Sakai aprendeu a lidar com as áreas de negócios e com seus funcionários de forma exemplar, apesar de se dizer “tímido e low profile [discreto]”. Assim como Musashi – um dos maiores samurais de todos os tempos –, criador do método oriental de luta com duas espadas, utilizado para gerenciar diversas pessoas ao mesmo tempo, Sakai soube articular seu relacionamento com todas os departamentos, desde a alta diretoria do banco até seus funcionários diretos.
A instituição, com perfil de atendimento ao mercado corporativo e clientes como multinacionais e grandes empresas privadas e estatais, atua em 73 países para seus clientes em 2.287 filiais ou agências e é uma das mais importantes instituições financeiras européias. De capital aberto, estima-se que a empresa tenha um faturamento de aproximadamente R$ 3 bilhões na subsidiária brasileira. Deste valor, entre 6,1% e 8% são investimentos em TI.
Desde a época em que o essencial era sobreviver como organização, logo após o atentado terrorista, que abalou fortemente a economia mundial, até o reposicionamento do banco no mercado brasileiro, com estratégia de crescimento bastante agressiva, Sakai foi capaz de fazer o melhor, apostando com frequência em otimização de recursos.
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