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Oito anos depois, sensação de missão cumprida

Por Luciana Coen, do COMPUTERWORLD

31 de agosto de 2007 - 00h00
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Outro grande projeto foi a integração de aplicativos, o que ele chama de “spaguettiware, aquele monte de fios e direcionamentos de programas indo de um lado para o outro sem padronização”, brinca. Para resolver a questão, a comunicação foi padronizada com base em XML. Este projeto permite, por meio de Enterprise Service Bus (ESB), que os profissionais de TI espalhados pelo mundo, publiquem mensagens e informações que sejam pertinentes a toda a organização – quem precisar delas pode subscrever o serviço.
Mesmo assim, o fato é que o relacionamento com outras áreas de tecnologia pelo mundo é muito complicado. E esta questão cultural é um dos pontos que mais atraem a Sakai, que pretende continuar atuando internacionalmente. Alguns gestores de outras unidades ainda têm dificuldade em entender as diferentes regras entre bancos centrais. “Já cheguei a ouvir a sugestão de pedir ao Banco Central do Brasil que mudasse as regras, pelas usadas pela instituição mundialmente”, explica o executivo, com persistência e paciência orientais.

Ele não só soube explicar aos seus pares que isto não seria possível, como criou o projeto descrito acima, valioso para o banco: diminuiu o conflito entre as equipes de tecnologia da informação dos hubs de Nova York. O projeto deu tão certo que levou a um sistema global de contas correntes, que funciona a partir da filial brasileira para o restante do mundo.

Para conseguir equacionar tantos projetos mantendo um número fixo de funcionários, um dos truques do executivo é a gestão de fornecedores: o número é o mais reduzido possível e cada gestor tem um grupo de fornecedores pelos quais é responsável. Além de ser mais fácil gerenciar menor quantidade de companhias, é possível negociar custos menores, pois a quantidade de serviços por terceirizada é maior, fazendo com que o banco ganhe escala para negociação.

Ferramentas com relatórios trimestrais e planejamento detalhado são outras formas adotadas por Sakai para a gestão de custos da área. Nesse cenário, a governança de TI é sedimentada no banco mundialmente, por meio de um guia de três volumes chamado IT Policies and Standards (em português, Política e Padrões de Tecnologia da Informação). O conteúdo desse compêndio passa por padrões utilizados mundialmente como CMMi (voltado para desenvolvimento), ITIL (para a gestão de processos) e Cobit (para gestão de negócios). Todas estas métricas estão integradas entre si. Além disso, especificamente para riscos operacionais, o Deutsche Bank está adequado às normas BS 7799 e ISO 17799.

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