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À frente de um gigante

Laércio Albino Cezar cuida do “coração” da maior instituição financeira da América Latina com um orçamento bilionário.

Por Rodrigo Caetano, do COMPUTERWORLD

18 de setembro de 2008 - 00h00
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Laércio Albino Cezar comanda um orçamento de 2,2 bilhões de reais. O número sozinho já é suficiente para dar uma idéia da responsabilidade do executivo. Além de ter de lidar com a cifra astronômica, Cezar tem a responsabilidade de manter o “coração” de uma empresa com quase 40 milhões de clientes funcionando na mais perfeita ordem. Não é nada fácil.

O valor e a responsabilidade explicam como, em apenas alguns minutos, o executivo consegue relatar mais de uma dezena de grandes projetos liderados por ele no Bradesco, que vão desde a implantação de uma TV corporativa totalmente digital no banco, até a construção de uma rede de fibra ótica para interligar os prédios administrativos da instituição em São Paulo.

Para o executivo, o segredo para comandar o departamento de TI do maior banco da América Latina é falar a linguagem dos negócios. “Bits and bytes aqui, nem pensar”, determina. “É fundamental para o CIO entender mais de negócios do que de TI”, complementa Cezar. Outro fator importante, segundo o executivo, é não deixar a TI ser uma “caixa preta”. “Precisa transferir conhecimento. Algumas pessoas não querem passar o que sabem com medo de perder o controle. Mas, aqui no banco, procuramos passar o que sabemos, sempre na linguagem de negócios”, afirma.

Cezar se orgulha de ter implantado essa cultura no banco há, pelo menos, seis anos. “Criamos, inclusive, um departamento exclusivo para isso, o Departamento de Tecnologia dos Negócios (DTN). Ele é formado por pessoas que entendem profundamente as áreas do banco, e também de tecnologia. Sua função é traduzir para a TI o que o negócio precisa”, explica o executivo. A iniciativa deu tão certo que o DTN tem ajudado, inclusive, a resolver questões estratégicas ligadas apenas aos negócios da instituição.

Nova arquitetura
Mas há, entre os vários projetos do banco, um que se destaca dos demais, não só pelo tamanho, mas também pela ousadia. Trata-se da nova arquitetura que está sendo implementada. Nada menos do que 800 pessoas trabalham na iniciativa dia e noite e até uma diretoria exclusiva foi criada para garantir o sucesso. “O diretor responsável responde diretamente para mim e para o presidente do Bradesco”, afirma Cezar.

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Os investimentos são pesados. “Vamos gastar 650 milhões de reais em 70% do projeto”, conta o executivo. A idéia é renovar toda a arquitetura da instituição usando os conceitos de Arquitetura Orientada a Serviços (SOA). “Tudo será ‘componentizado’ e oferecido na forma de serviço para as áreas de negócios. Dessa forma, vamos ganhar muito mais agilidade para atender as demandas do banco”, relata o executivo.

A expectativa para a conclusão desse processo não é menor do que dois anos. Mas os trabalhos já começaram há alguns anos também. Em novembro do ano passado o Bradesco concluiu a construção de seu novo CTI (Centro de Tecnologia da Informação). No início deste ano foi feita a migração do “coração” da instituição — seus mainframes e demais servidores de plataforma baixa — para a nova instalação.

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