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Conhecer para liderar
Para mandar fazer, tem de saber fazer. Claudio Martins, CIO da GM, acredita que um líder agrega as pessoas e organiza o trabalho para um objetivo comum.
Por Rodrigo Caetano, do COMPUTERWORLD
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Os números do setor automotivo não param de crescer. Após
bater recordes de produção no ano passado, a indústria continua a apresentar um
desempenho invejável.
Este ano, segundo dados da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores, de janeiro a agosto foram fabricados 2,32 milhões de veículos, alta de 20,3% em relação aos 1,93 milhão do mesmo período de 2007.
Neste cenário, a Tecnologia da Informação vem ganhando cada vez mais importância dentro da estratégia das empresas. Dona de uma cadeia de produção extremamente complexa que envolve centenas de fornecedores, a indústria automotiva depende de controle total e muita agilidade para atender a exigente demanda dos brasileiros.
Com estes números, é fácil entender o motivo que leva a General Motors a colocar a TI junto com a alta cúpula de administração da empresa. “Na GM, em qualquer lugar do mundo, a área de tecnologia faz parte do grupo gestor”, define Claudio Martins, CIO da empresa para o Mercosul.
Bi-campeão do prêmio IT Leaders, Martins afirmava no ano passado que a “TI não é algo que traz melhoria para o negócio, TI é o negócio”. E quando uma empresa enfrenta o desafio de fazer sua produção dar um salto enorme e, ao mesmo tempo, precisa investir em um novo sistema de emissão de notas fiscais e escrituração, exigido pelo governo, é que se percebe o quanto isso é verdade.
“O ano passado foi complicado em termos de projetos, tivemos de investir muito por conta do governo”, afirma o executivo. O principal investimento diz respeito ao Sistema Público de Escrituração Digital (Sped), que engloba a nota fiscal eletrônica, escrituração fiscal digital e escrituração contábil digital. A partir de setembro de 2007, as montadoras foram obrigadas a emitir todas as suas notas eletronicamente.
A dificuldade, conforme explica Martins, estava na
integração dos sistemas de emissão de notas e livros contábeis com o ERP da
companhia. “O mais complicado não é interagir com o governo, mas adaptar o
sistema de escrituração com o nosso legado”, explica o CIO.
Por outro lado, ter uma infra-estrutura de tecnologia em linha com as melhores práticas adotadas pelo mercado ajuda a superar os obstáculos. “O tamanho do problema depende da maturidade do seu sistema“, afirma Martins.
Mesmo tendo de concentrar uma boa parte dos esforços para atender as demandas da receita, o departamento de TI da GM ainda conseguiu tocar outros projetos de grande importância para a montadora. Entre eles, Martins destaca a implantação de uma plataforma de mobilidade, desenvolvida em conjunto com a Nokia e com a Vivo.
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“É equivalente ao Blackberry, mas voltado para o mercado local. Além de receber e-mail e sincronizar a agenda, o usuário ainda pode receber vídeos. Nós usamos muito este recurso, principalmente para treinamento”, relata Martins. O sistema funciona em qualquer smartphone ou PDA. “Preferimos não ficar atrelados a determinado equipamento”, explica.
Liderança
Ao mesmo tempo em que defende a TI como sendo o próprio
negócio da empresa, Martins não deixa de lado o conhecimento técnico. Em tempos
em que o discurso corrente é de fazer do CIO um profundo conhecedor do core
business das companhias, o executivo acredita na sabedoria daqueles que colocam
“a mão na massa”. “Para mandar alguém fazer, é preciso saber fazer”, define.
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