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Controle da demanda na ponta dos dedos

Por Fabiana Monte, do COMPUTERWORLD

18 de setembro de 2008 - 00h00
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O portal de vendas apresenta um catálogo de fotos dos produtos e os mais indicados para cada mercado, em função da estação do ano no país do distribuidor. “Antes, a entrada de pedidos vinha por um processo bem manual. Agora, o distribuidor consegue montar o pedido por meio do portal de vendas e fechar a quantidade mínima de vendas para o exterior, containeres, despacho”, conta o CIO.

Toso não tem estimativas da diminuição de tempo que o portal trouxe entre a análise dos pedidos e a concretização do negócio, mas acredita que houve uma “redução significativa, além do aumento na qualidade das solicitações feitas por distribuidores. “A Grendene é uma empresa que não calcula o ROI (Retorno sobre o Investimento) de seus projetos, a gente olha para os projetos que possam trazer resultados”, garante.

Outros dois projetos que também não tiveram resultados estimados pelo executivo envolvem a implantação do Preactor, um sistema APS (Advanced Planning Systems) de controle de produção, e do Matrix, software que gerencia o ciclo de vida de produtos. Os dois projetos começaram em 2007 e ainda estão em fase de implantação de módulos.

“Antes do Preactor, a Grendene produzia e entregava 10 milhões de pares por mês e continua com esse número. Não houve aumento na produção por isso, mas o processo está muito mais organizado. Com certeza houve diminuição de horas extras”, analisa.

Na infra-estrutura de TI, em 2007, a companhia aderiu à virtualização de servidores, usando a solução da VMware. Os 40 servidores da empresa contam com o recurso, nos quais funcionam cerca de 70 aplicativos que cobrem praticamente todos os sistemas. A iniciativa, conta Toso, deixou mais dinâmica a área de TI, que ganhou agilidade para criar novos servidores, por exemplo. “Ela nos proporciona uma melhor ‘flexibilização’ da alocação de recursos, tanto na criação de novos servidores, quanto na ampliação dos já existentes“, comenta.

TI como a palma da mão
Aos 49 anos, Toso, que é administrador de empresas por formação, dedicou mais de metade da sua vida à TI. Está na Grendene há 27 anos e conta, orgulhoso, que deu início à área de Tecnologia da Informação da companhia. “Quando eu entrei na empresa, não existia nenhum computador, fui o responsável por implantar todos os sistemas”, recorda.

O executivo começou a trabalhar com tecnologia porque percebeu que havia oportunidades e faltavam profissionais. “Costumo dizer que naquela época quem não tinha medo de teclado já era um bom candidato a trabalhar na área”, brinca. Sem medo de teclado e de desafios, Toso acompanhou de perto diversos ciclos e tendências experimentadas pelo setor, como a chegada de microcomputadores, mainframes e a tendência a desenvolvimento interno de sistemas e à aquisição de pacotes de fornecedores.

Para ele, o desafio futuro para a TI da Grendene é criar um projeto que viabilize a colaboração entre todas as áreas da empresa, que hoje já tem ações do tipo, mas pontuais. “Acho que para o próximo ano seria legal ter um bom processo de colaboração interno e externo da companhia”, finaliza.

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