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Educação, TI e tradição

Centenário, Instituto Presbiteriano Mackenzie conta com a mais alta tecnologia para garantir a excelência no ensino.

Por Rodrigo Caetano, do COMPUTERWORLD

18 de setembro de 2008 - 00h00
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José Augusto Brito enfrenta uma realidade um pouco diferente da maioria dos CIOs. Não que a responsabilidade ou as demandas sejam maiores ou menores, mas o tipo de empresa é diferente.

O Instituto Presbiteriano Mackenzie, onde Brito é gerente de informática, é uma instituição de quase 140 anos. Fundada em 1870, a entidade hoje é um grande complexo educacional que atende desde a educação infantil até a pós-graduação, com unidades em São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília. “Existe uma infinidade de coisas que transcende uma organização tradicional”, afirma o executivo.

Brito chegou ao Mackenzie em 1998, justamente para modernizar a área de tecnologia da instituição. “Passamos por três épocas, a primeira em que a TI era ligada diretamente à presidência, depois passamos a responder à diretoria financeira e, atualmente, estamos ligados à diretoria administrativa e de Recursos Humanos”, conta o executivo. Com isso, o setor passou a estar mais ligado à área educacional, o core business da instituição.

Recentemente a instituição passou por uma reformulação no alto comando, que ficou dividido em um presidente e três diretorias. “O departamento de auditoria interna foi reestruturado, com isso acabamos ganhando novas funções” afirma Brito. Segundo o executivo, seu departamento participa diretamente das decisões estratégicas do Mackenzie. “Estamos presentes em praticamente todos os comitês que são criados”, relata.

Aproximar a TI da área educacional da empresa, focando sempre em negócios, era um de seus primeiros objetivos. Por estar dentro de uma universidade, Brito tem a oportunidade de contar com uma estrutura invejável. São diversos laboratórios de engenharia, como o de robótica, um dos três desse tipo instalado no Brasil. O Mackenzie também desenvolve trabalhos importantes na área de TV digital. “Participamos de todos esses projetos”, conta o gerente.

Atualização tecnológica
A instituição pode ser centenária, mas a tecnologia é bastante atual. Desde 2006, Brito comanda um projeto de troca dos servidores, adotando a tecnologia blade. No ano passado, o Mackenzie passou a usar virtualização para gerenciar seu data center. As atualizações são fundamentais para atender as demandas da entidade, que vem promovendo uma grande expansão física que envolve a construção de diversos novos prédios.

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Isso significa aumentar consideravelmente o parque tecnológico do Mackenzie, que já não é pequeno. “Temos perto de 4 mil máquinas”, relata o executivo. Os computadores são utilizados por cerca de 37 mil alunos, entre eles o pessoal do curso de Sistemas de Informação. “Esse pessoal adora testar nossa capacidade, por isso temos uma grande preocupação com segurança da informação”, afirma o executivo.

Além de manter a maior firmeza possível no gerenciamento da infra-estrutura, o Mackenzie se preocupa em adotar uma política clara de segurança. “É importante que todos saibam o que pode e o que não pode com bastante clareza”, explica Brito. O número grande de usuários exige também cuidados com a instalação e o uso de softwares.

“A parte de gestão de contratos é muito importante. No Mackenzie conseguimos manter a pirataria a zero. Recentemente atualizamos todos os contratos corporativos e acadêmicos”, relata o executivo. Nesse ponto a complexidade é grande. A instituição possui parcerias com diversas empresas, como Microsoft, Adobe, IBM e Oracle, para a área acadêmica. Na parte de gestão, o Mackenzie adota ERP da Microsiga. “Recentemente migramos para a última versão do sistema”, afirma Brito.

Brito também relata que o Mackenzie terceirizou o gerenciamento de rede. “Carregávamos um peso sem necessidade”, afirma o executivo. Agora, o objetivo é triplicar o link de dados para conectar todas as unidades com maior eficiência. Parte da área de impressão é terceirizada também. “Temos sido seletivos quanto ao outsourcing”, explica o executivo.

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