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O cliente tem sempre razão
Por Fabiana Monte, do COMPUTERWORLD
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Outro destaque é a conclusão da montagem do data center da Leroy Merlin, cuja capacidade, segundo o executivo, é de 40 mil/tpmC (transações por minuto), dividida em dois clusters, além de um terceiro de reserva. O centro é atendido por dois firewalls.
A montagem do data center, que funciona no Centro de Tecnologia da IBM, em Hortolândia, São Paulo, começou há quatro anos, partindo da centralização de sistemas, que funcionavam espalhados em um servidor em cada loja da rede. Hoje, cada unidade tem dois links de comunicação redundantes e o centro de distribuição da empresa conta com dois servidores RISC e um sistema de back up com Oracle Rack.
A infra-estrutura tem um ano e meio e o diretor de TI da Leroy Merlin prevê que ainda este ano a capacidade do data center será expandida, para suportar o avanço da rede nos próximos três anos. Cunha não revela a previsão de crescimento, mas ainda este ano serão abertas três novas lojas da rede no País. “A infra-estrutura não pode esperar a loja abrir para ser implantada”, ressalta.
Dos 3 mil funcionários da Leroy Merlin no Brasil, 70% são usuários diretos de recursos de TI. O investimento da empresa em tecnologia da informação ultrapassa os 2% do faturamento bruto da companhia, número que a rede não divulga.
PMO
O maior desafio de Cunha foi montar o Project Management Office (PMO), ou escritório de gerenciamento de projetos, pois a iniciativa exigiu o envolvimento de diversas áreas da Leroy Merlin. A criação do PMO levou mais de um ano, por exigir o alinhamento de diversas áreas e hoje o escritório tem 80 projetos. “O papel da TI como pessoa de negócio entra muito forte nessa hora, porque tenho que ter convicção na hora de discutir com o comitê”, afirma.
O executivo participa do comitê estratégico da Leroy Merlin e se reporta diretamente ao presidente do grupo no Brasil. A companhia optou por terceirizar toda tarefa que não tem relação direta com o conhecimento de varejo. Mas a equipe de Cunha conta com um líder de TI para cada grupo de funções, como produção, PMO, organização de processos e desenvolvimento.
Ao longo da conversa, Cunha mostrou que gestão de TI significa pró-atividade, para garantir clientes satisfeitos e caixas registradoras funcionando a todo o vapor. “A forma de pensar como comerciantes faz com que a minha equipe esteja nas lojas e a capacidade de ouvir as pessoas faz com que a gente deixe a posição de apagar incêndio e vá para uma posição pró-ativa”, comemora. “E com isso você passa a participar dos processos e da construção da empresa quando as idéias estão nascendo”, finaliza.
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