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Processos para reduzir custos
Marcelo Ramires, CIO da Rexam e o IT Leader do setor indústria de manufatura, conta como a companhia chegou a processos mapeados após uma custosa implementação de SAP.
Por Vinícius Cherobino, do COMPUTERWORLD
Processos. Esta é a palavra que resume o ano de 2008 para o setor de TI da empresa de embalagens Rexam. Espalhada em 20 países e com mais de 22 mil funcionários, a companhia apostou em um modelo de gestão de tecnologia baseado em processos para aumentar eficiência e reduzir os custos. Veja os outros vencedores do prêmio IT Leaders 2008.
A subsidiária no Brasil - que gerencia as operações da América do Sul (que para a Rexam significa Argentina, Chile e, claro, Brasil) - não poderia ficar de fora. Marcelo Ramires, o CIO da empresa e IT Leader no setor manufatura, foi o responsável por realizar esta guinada. “Hoje, tenho processos mapeados e constantemente atualizados”, garante.
Não estranhe se você achar esse discurso familiar. Ramires – e a Rexam – são partidários da metodologia ITIL (Information Technology Infrastructure Library) – que prega exatamente o foco em processos e a melhoria contínua como bases de uma empresa produtiva.
E isso significa recursos otimizados. A equipe interna de TI na Rexam é enxuta. Mesmo centralizando o suporte a toda a região da América do Sul, Ramires conta com 14 funcionários e quarenta terceirizados. “Não tenho analistas ou consultores. Tenho gerentes de projetos”, resume o CIO.
Ele ressalta que como a estrutura de TI está dividida em processos e com o SAP consolidado (acompanhe a epopéia para implementação do SAP no final da matéria), essa formação é a mais interessante possível. Para o executivo, a empresa não pode ter profissionais apenas técnicos, especializados em um módulo do ERP, por exemplo. “Alguém técnico é fácil de trazer de fora. A minha equipe precisa ser polivalente para tocar qualquer área. Se você entende o princípio e o negócio, passa a cobrar qualidade, não apenas prazo”, garante.
Os processos trouxeram outro resultado positivo. Ramires conta que ficou muito mais simples treinar ou re-treinar funcionários, o que faz do crescimento ou da redução da equipe um movimento muito mais tranqüilo para a empresa. “Está tudo documentado. O suporte, o treinamento, tudo é padronizado”, comemora. Desta forma, a tarefa de aumentar a infra-estrutura por conta do crescimento das unidades fabris também foi facilitada. “Em 6 anos, passamos de seis para 13 plantas. Hoje, é muito mais fácil crescer ou diminuir quando for preciso”, resume.
Os novos projetos em pauta – como o Sped fiscal e a nota fiscal eletrônica – ficam mais fáceis de trabalhar por conta da visão por processos e a terceirização. Ele argumenta: “a única coisa que tive de fazer foi alocar recursos. Os projetos não vão ficar parados por que tem fila”.
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