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Segurança que vem do Nordeste

No comando da área de TI do Grupo Nordeste, André Navarrete mostra que as melhores práticas de TI não estão concentradas somente no eixo Rio-São Paulo.

Por rodrigo.caetano@nowdigital.com.br

18 de setembro de 2008 - 00h00
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Pouca gente sabe, mas o Grupo Nordeste é hoje o maior grupo de segurança privada do País. Com 38 anos de atuação, a companhia iniciou suas atividades em Pernambuco com apenas 45 funcionários. Hoje, o grupo tem presença em 19 Estados: com a razão social Nordeste Segurança, em todos os Estados da região Nordeste; como Transbank, em São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais (Sudeste); Paraná e Rio Grande do Sul (Sul); e na região Norte, com a marca Norsergel; recentemente adquiriu a empresa Transforte que atua nos Estados de Alagoas, Sergipe, Rio Grande do Norte e Ceará. Ao todo o grupo emprega atualmente mais de 28,5 mil pessoas e deve faturar este ano 850 milhões de reais.

No suporte a uma operação deste tamanho está a equipe de André Navarrete gerente corporativo de TI e Telecomunicações do grupo.  Com 39 anos – 13 deles passados na companhia – o executivo se orgulha de ser o re4sponsável pelo desenvolvimento de uma área de tecnologia em segmento relativamente novo e onde o potencial de desenvolvimento de novos produtos e serviços é desafiador. “É imprescindível estar sempre atualizado com as melhores práticas de gestão e em tecnologias emergentes. Isso não ocorre por modismo, mas com o intuito de identificar oportunidades de absorção de novos conhecimentos e tecnologias que possam trazer vantagens competitivas”, afirma.

Refletindo o principal negócio da companhia, a área de TI não abre mão da segurança ao avaliar a viabilidade de novos projetos, que devem passar por critérios técnicos, financeiros e estratégicos. De acordo com Navarrete, a aprovação está atrelada à comprovação de ROI, sem isso, nada feito. “A área de TI/Telecom no Grupo Nordeste apóia a empresa a alcançar seus objetivos e está alinhada e integrada ao planejamento estratégico da companhia”, explica.

Segundo o executivo, esta integração deve-se à nova dinâmica dos negócios, que tem requerido que as áreas de TI/Telecom participem ativamente provendo recursos e soluções. E isso vai desde novos ajustes na infra-estrutura até as implantações e customizações de aplicações, softwares e ferramentas de colaboração. Ele afirma que, neste sentido, todos os executivos do Grupo participam ativamente, enxergam com maturidade os avanços tecnológicos e a adequação necessária dos negócios para a nova realidade do mercado, e resume: “temos plena consciência de que segurança, cada vez mais, também é dominar as mais avançadas tecnologias da informação”.

Para acompanhar o ritmo de crescimento, a área que hoje conta com 25 profissionais – 12 no data center de Recife e 13 distribuídos pelas unidades da companhia – vem passando por um processo de reestruturação. “Estamos capacitando os profissionais em novas metodologias. Nossa intenção é atender os nossos clientes de uma forma muito mais estruturada com SLAs definidos e colaboração participativa”, explica Navarrete.

Projetos não param
Mas os projetos não esperam pela formação da equipe. Ao mesmo tempo em que organizava o processo de reestruturação, o Grupo Nordeste se viu, nos últimos doze meses, envolvido com importantes projetos como a migração da infra-estrutura de comunicação para tecnologia MPLS, a fusão das TICs, padronização dos processos de ERP e a implantação de diversas verticais customizadas, tais como: controle real-time dos cofres, monitoramento de alarmes via TCPIP/GPRS, monitoramento garantido, controle de documentos e NF-e nas localidades exigidas.

Navarrete lembra que a migração da rede de comunicação dos um dos projetos mais complexos, já que se tratava de um plataforma existente desde o ano 2000 e sobre a qual diversos sistemas são utilizados, desde o ERP até os aplicativos de segurança voltados à operação da empresa. Mais que isso, a rede de comunicação privada interliga 82 unidades espalhadas nesses 19 estados por meio de links privados e VPNs. “Desta forma, tivemos que trocar a roda com carro com ele andando”, brinca o executivo.

Na prática, isso significou que o tempo de parada tinha que ser totalmente respeitado. Para que a mudança ocorresse de forma quase imperceptível, foi montada uma rede paralela e a migração ocorreu unidade a unidade, com tempo de down-time sempre inferior a 15 minutos. “Quando detectávamos riscos de superar esse período de tempo, a operação era abortada e realizávamos um estudo para identificar os fatores que estavam gerando essas dificuldades extras para solução”, lembra.

Outro desafio que merece atenção foi a padronização dos processos de ERP e a migração do sistema que atendia às empresas do Norte do país para o data center em Recife. Até o início de novembro do ano passado, o Grupo Nordeste tinha duas customizações de ERP: uma atendia às empresas localizadas no Nordeste e no Sul/Sudeste; e a outra atendia as empresas localizadas no Norte do País. “Nossa experiência na implantação do ERP com a customização final, que ocorreu em tempo recorde – dois meses – nos permitiu elaborar e implementar com bastante segurança o projeto”.

De olho no futuro
Passados os desafios dos últimos meses, a área de Navarrete já se vê às voltas com novos projetos. Segundo o executivo, a empresa deve debruçar-se nos próximos meses na preparação para o SPED, na implantação de novos sistemas voltados à operação e na padronização dos processos e sistemas das empresas adquiridas. Além disso, serão organizados workshops para divulgação de melhores práticas, utilização de novas ferramentas de colaboração, mobilidade, segurança da informação, atualização da plataforma de hardware e sistemas operacionais.

“Os mais importantes são a preparação para o SPED, a implantação de sistemas voltados à operação e a padronização dos processos e sistemas nas empresas adquiridas. O primeiro deve-se a atendimento a regulamentação, já o segundo e terceiro devem proporcionar a melhoria dos processos internos e por conseguinte entregar serviços de valor agregado para nossos clientes”, afirma o executivo, que este ano trabalha com um orçamento de 7,6 milhões de reais, valor bastante próximo ao que foi investido em 2007 (R$7 milhões).

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