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Tratamento de choque
O desafio de Marcelo Carreras, superintendente de TI da Light, era reestruturar a área na empresa que distribui energia para 10 milhões de pessoas no RJ.
Por Fabiana Monte, do COMPUTERWORLD
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Desde que assumiu a superintendência de TI da Light, no fim
de 2006, Marcelo Carreras vem desenvolvendo um trabalho de “pavimentação” na
distribuidora de energia elétrica.
Paralelamente, dirigiu seu foco para o
planejamento estratégico da área de TI e para as ações previstas no plano de
transformação da companhia, que tinha mudado de controladores naquele ano.
A Light distribui energia elétrica para 3,8 milhões de clientes em 31
municípios do Rio de Janeiro, com uma população de 10 milhões de pessoas – o Estado
tem 15 milhões de habitantes, segundo informações do site da empresa.
Ao ser comprada pelo consórcio RME (Rio Minas Energia), a companhia acumulava um prejuízo de 150,5 milhões de reais. Este cenário, diz Carreras, justificou a necessidade de investir em aspectos básicos da TI. “Só se investia o necessário para cumprir questões regulatórias vinculadas ao fornecimento de energia”, informa.
Apesar de não divulgar o orçamento de tecnologia da Light, os resultados financeiros de 2007 indicam que a tecnologia ajudou a impulsionar a companhia rumo ao lucro de 1,077 bilhão de reais no ano passado. “Estamos alinhados com projetos maiores que contribuíram para o resultado que a empresa deu”, destaca Carreras.
O plano da RME contava com 14 projetos e duração prevista de 24 meses. No primeiro momento, a atuação da TI foi trabalhar em conjunto com a área de negócios para atingir os objetivos da estratégia. Foram realizados projetos vinculados à área de perda de energia e atendimento a clientes, com a implantação de um novo sistema comercial, que atende as áreas de faturamento e arrecadação.
“Cheguei em pleno ‘go live’, colocando o sistema no ar”, recorda o executivo, cuja equipe foi responsável por estabilizar e adequar a solução às necessidades do novo grupo controlador.
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Também era preciso promover uma reestruturação na própria área de TI, de forma a preparar um ambiente pensado para o futuro. “Tivemos várias frentes de trabalho para transformar a área de TI, como estrutura organizacional, estratégia de TI para 24 meses, governança de TI, metodologia e processo aplicados a gerenciamento de projetos, metodologia de desenvolvimento de sistemas e infra-estrutura. A partir daí, fizemos um trabalho que gerou diversos produtos desse plano de transformação da TI”, enumera Carreras.
Um dos pontos críticos desse processo foi definir a arquitetura de TI da companhia, que até então comprava infra-estrutura por projeto. Carreras optou pela virtualização de servidores, backup e armazenamento para atingir três objetivos: padronização, otimização de desempenho do sistema e redução do custo de operação e manutenção.
“Fizemos o
investimento, trocamos os equipamentos e ainda tivemos economia de OPEX. Nos
contratos de manutenção, reduzimos em 25% nossos custos”, comemora. “Demos uma
simplificada no ambiente para tê-lo pronto para o futuro”, completa
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