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Tratamento de choque
Por Fabiana Monte, do COMPUTERWORLD
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A empresa também adotou o uso de ferramentas de mobilidade
para seus executivos, como webmail e BlackBerry, implantou um portal
corporativo e aderiu ao Windows, deixando para trás o sistema operacional da
Novell.
O tempo passou
Quase 24 meses depois, a construção começa a dar sinais de que está pronta para receber os primeiros acabamentos. A empresa está realizando um projeto piloto de medição remota de consumo de energia elétrica usando tecnologias como RFID, GPRS e PLC (Power Line Communication).
Vinte mil clientes de média tensão da zona oeste do Rio de Janeiro participam da iniciativa, que permite à Light controlar perdas de energia, ler o consumo dos usuários e faturar os consumidores, tudo remotamente. A empresa está na fase de análise da viabilidade econômica e técnica para decidir a respeito da expansão do projeto.
Agora, a companhia vive novamente a fase de planejamento de uma nova estratégia para os próximos 12 meses. É a hora de definir novos projetos que serão suportados pela área de TI. “Temos 12 projetos que serão tocados e a nós vamos suportá-los com algumas iniciativas. Estamos detalhando isso agora”, conta Carreras.
Além disso, um dos alvos do superintendente de TI da companhia para 2009 é a conclusão da migração do ERP, da SAP, para a versão 6.0. Parte dos módulos já passou pelo upgrade, especialmente as funções financeiras e de consolidação, consideradas críticas pelos controladores da companhia, que queriam ter a Light pronta para futuras fusões e aquisições de outras empresas.
Até abril, a empresa concluirá a implantação da infra-estrutura de mobilidade para todos os serviços de campo, que envolvem atendimentos comerciais, técnicos e de manutenção preventiva. Com a iniciativa, as cerca de 700 equipes da Light que realizam esses trabalhos passarão a receber ordens de serviço por meio de equipamentos móveis. “A aplicação na ponta vai dar consistência à informação, além de permitir uma melhor gestão de equipes e a eliminação do back office”, comenta.
O projeto começou em agosto e a primeira etapa contempla serviços comerciais e técnicos. Por ano, a empresa executa aproximadamente 2,5 milhões de ordens de serviço para ligação e religação de energia, vistoria, inspeção, entre outros tipos.
A Light tem cerca de 3,9 mil funcionários, além de outros 5 mil profissionais terceirizados. Na área de TI, que compreende também a gestão de telecomunicações, são 109 empregados. “Temos uma rede de telecomunicações própria para garantir o atendimento a usinas, com redes de transmissão de dados e fibra óptica ligando nossos sites”, informa Marcelo Carreras.
Se a distribuidora de energia elétrica pretende explorar a rede elétrica para oferecer internet via PLC, Carreras diz que o assunto “não está no radar” e conta que a empresa tem usado a tecnologia internamente, “para aplicações que exigem baixa velocidade”. “Não é um negócio muito simples, na prática, os resultados ainda são muito incipientes”, ressalta.
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