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Uma revolução por ano
Luis Antonio Janssen, CIO da Yara, recebe pelo segundo ano consecutivo o prêmio de IT Leader de Indústria Petroquímica.
Por Vinícius Cherobino, do COMPUTERWORLD
Ano passado, a reportagem sobre o IT Leaders da categoria Indústria Petroquímica começava assim: “Migração da infra-estrutura de TI da Noruega para o Brasil, a criação de um portal corporativo mais interativo e, o projeto mais delicado e sério de todos, suportar e integrar a estrutura de TI de uma empresa adquirida que possui seis unidades fabris espalhadas pelo Brasil”.
Em 2008, ela começa completamente diferente. Não, não houve mudança no vencedor. Trata-se do mesmo gestor de tecnologia Luis Antonio Janssen e da mesma empresa, a Yara. Os desafios e objetivos são, no entanto, completamente diferentes. Veja outros vencedores da edição IT Leaders 2008.
Após a migração e a integração da infra-estrutura, ordens da matriz norueguesa, Janssen se viu com uma nova tarefa gigantesca (também demandada pela corporação): estruturar a Yara Brasil para o mega-acordo de full outsourcing com a IBM. O mega-deal, avaliado em 180 milhões de coroas norueguesas mensais (55,3 milhões de reais), envolve a entrega da infra-estrutura de tecnologia nos 62 países em que a Yara atua - de telefonia e impressão, até host do sistema de gestão empresarial SAP.
“A organização tomou a direção de excelência operacional. Cada operação dentro de cada área em cada um dos países foi repensada”, resume Janssen. E, ao mesmo tempo em que era realizada toda essa reengenharia e a entrega da infra-estrutura para a IBM, o desafio da TI foi a criação da área de processos.
A TI da Yara é baseada na metodologia ITIL (Information Technology Infrastructure Library), com quatro dos funcionários do segmento de TI certificados no guia de melhores práticas. A visão por processos foi, portanto, um passo natural. Janssen conta que, além disso, alguns processos foram baseados em Cobit para facilitar a fase de auditoria. Segundo ele, apesar da complexidade, toda essa mudança aconteceu de maneira tranqüila. E trouxe bons resultados que posicionam a empresa para crescimento no futuro.
A companhia está tendo desempenho tão forte no Brasil, conta Janssen, que recebeu in loco a visita do CIO mundial da Yara, o norueguês Rune Bratteberg, para acompanhar o processo de mudança. Não é de se estranhar. Hoje, a Yara Brasil representa 10% do negócio da companhia no mundo. Além do crescimento vegetativo, a subsidiária brasileira prepara-se para comprar empresas menores e, assim, crescer via aquisições. E a TI precisa estar pronta para isso. Como? “Terceirizando tudo o que não for crítico para as operações da empresa”, resume Janssen. Com a TI fora do dia-a-dia da companhia, acrescenta o gestor de tecnologia, o setor está livre para gerar mais valor aos negócios.
Janssen faz questão de destacar o cuidado com o processo de terceirização da infra-estrutura de TI da Yara. De acordo com ele, o conhecimento de negócio ficou todo dentro da equipe de TI, apenas a parte pesada da manutenção “sem inovação” foi para terceiros, enquanto o setor interno de tecnologia trabalha por projetos. “A TI é o suporte do negócio da Yara, mas não é o nosso negócio”, garante.
Segundo ele, com uma empresa especializada em TI cuidando da parte pesada de infra-estrutura, a Yara pode cuidar atentamente dos seus processos internos. Disso, nasceu a adoção de uma ferramenta fundamental para a empresa: o módulo de importação no SAP.
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