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Vivendo o lado TI da Coca-Cola

Manter a liderança no mercado de bebidas é um do principais desafios de Cláudio Fontes à frente da área de Tecnologia da Spaipa

Por Fabio Barros, do COMPUTERWORLD

18 de setembro de 2008 - 00h00
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“A Tecnologia da Informação é hoje um dos pilares para inovação e longevidade da companhia. Estamos envolvidos em todos os processos da organização”. Desta forma Cláudio Fontes, gerente da divisão de TI da Spaipa S/A, resume a importância de sua área para a empresa, fabricante e distribuidora Coca-Cola no Estado do Paraná e Interior de São Paulo e fabricante da água mineral Vittalev.

Criada em 1995 a partir da fusão de três franqueadas da Coca-Cola - a Paraná Refrigerantes, Refrigerantes Bauru e Rio Preto Refrigerantes - e aporte de capital da Refrigerantes de Santos, a Spaipa conta atualmente com três fábricas de refrigerantes localizadas em Curitiba (PR), Maringá (PR) e Marília (SP), além de uma unidade de água mineral em Bauru (SP) e outros cinco centros de distribuição instalados em Cascavel (PR), Londrina (PR), Araçatuba (SP), São José do Rio Preto (SP) e Regente - Feijó (SP).

Além da fabricação, comercialização e distribuição dos produtos Coca-Cola, a empresa também comercializa e distribui todo o portfólio de produtos da FEMSA Cerveja Brasil.

A companhia – que tem 3 mil colaboradores e mais de 120 mil clientes – é tida como um dos principais franqueados do sistema Coca-Cola no País e, em 2007, comercializou no último ano mais de 181 milhões de caixas de refrigerante, cerveja, chopp, água, chá, sucos e bebida láctea

Por si só, o histórico e o mix de produtos levaria a crer que a Spaipa vive uma situação tranqüila. Pode ser verdade, mas manter-se na liderança de um mercado competitivo como o de bebidas não é tarefa simples, e exige muito da área de TI. “Nos últimos dois anos temos dado um apoio muito forte ao redesenho da estrutura comercial”, explica Fontes.

Traduzindo em projetos, isso representou na prática a implementação de uma solução de Business Intelligence (BI) e o redesenho do processo de automação de força de vendas, este com o suporte de softwares de análise preditiva. Para Fontes, este último é considerado um dos mais importantes para a companhia nos últimos anos.

O executivo explica que a solução de BI escolhida – SAS – é composta por uma suíte bastante vasta que, hoje, permite correlações entre a produção planejada e a realizada e, além disso, a identificação de eventuais desalinhamentos e sugestões sobre o que deve ser corrigido. “O sistema fornece orientações às equipes táticas e estratégicas e relatórios pré-formatados para as áreas operacionais”, explica Fontes.

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Sobre os softwares de análise preditiva adicionados ao sistema de automação de força de vendas, Fontes afirma tratar-se de uma solução inovadora: “um percentual elevado da inteligência dos profissionais está embarcado na solução”. Palavra de quem tem, sob seu comando, 40 profissionais ligados diretamente à área de TI e outros 16 terceirizados.

O sucesso das implementações depende, e muito, da integração da área de Tecnologia com as áreas de negócios. “Essa interação é uma simbiose que tem dado muito certo. Nenhum projeto nasce sem este premissa e este é um dos mantras da companhia, que tem facilitado o engajamento dos profissionais”, diz. Na prática, a Spaipa encara a participação como uma forma de melhorar processos, uma preocupação constante da companhia.

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