
A central de whitepapers de tecnologia da COMPUTERWORLD
Especiais
Riscos da consumerização preocupam empresas
Problemas com segurança e processos na Justiça do trabalho fazem CIOs do Brasil avaliar com cautela a iniciativa.
Edileuza Soares
Como aderir à consumerização sem colocar a empresa em risco? Essa é uma das perguntas mais repetidas pelos CIOs durante a IT Leaders 2012 Conference. Eles sabem que em algum momento terão de abraçar esse movimento, mas demonstram preocupação, principalmente com as questões trabalhistas e de segurança.
A consumerização pemite aos funcionários levarem para o ambiente de trabalho seus próprios dispositivos. Isso aumenta a satisfação dos colaboradores por se sentirem mais confortáveis com equipamentos configurados com o que eles gostam, reduz custos das companhias com a compra de equipamentos, mas vai exigir mais trabalho da TI e também de outros departamentos.
As empresas terão de assumir a responsabilidade da gestão dos dispositivos permitidos pela consumerização, esclareceu Célia Sarauza, analista da IDC Brasil, durante worshop sobre o tema realizado na manhã desta sexta-feira (25/05), conduzido por Silvia Bassi, diretora da Now Digital.
CIOs levantaram questões sobre a segurança. Que certeza terão de que o funcionário não usará seu dispositivo para transmitir informações confidenciais? Segundo Célia, as companhias precisarão implantar ferramentas para realizar esse controle da mesma forma que fazem hoje com os demais equipamentos.
Mas não é só a segurança que está preocupa os CIOs. Eles estão sendo questionados pelas áreas de RH se essa iniciativa não vai trazer problemas na Justiça causa da jornada de trabalho.
O receio do RH é de que os funcionários não consigam gerenciar os horários de trabalho, já que o dispositivo estará em suas mãos a hora que quiser, seja em casa ou no escritório. Eles podem futuramente entrar na Justiça, cobrando hora extra. Como as informações ficarão registradas nos aparelhos, eles terão provas materiais contra as companhias.
Apoio das políticas de segurança
Célia observa que ainda não há legislação para regular a consumerização, mas que as companhias podem se apoiar em normas de TI já existentes sobre o uso de outros equipamentos.
“A questão da consumerização tem de passar pelas políticas de segurança”, afirma a analista da IDC, informando que as companhias terão de encontrar formas para controlar os riscos desse movimento. Ferramenta existe, segundo ela.
A analista da IDC ressalta que a consumerização avança muito rapidamente e que as empresas não terão como barrá-la. Seu conselho é que sejam estabelecidas regras, não apenas pela TI. O ideal, segundo Célia, é que as companhias criem um grupo multidisciplinar para tratar dessa questão de forma corporativa, envolvendo outras áreas como RH, jurídico e negócios.






