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15 de Janeiro de 2007

Abre-se a cratera... e a Del Valle aciona contingência de TI

O desabamento nas obras do metrô na estação Pinheiros, na zona oeste de São Paulo, ocorrido na última sexta-feira (12/01), fez com que a Sucos Del Valle alterasse parte de suas operações de tecnologia da informação e acionasse o esquema de contingência.

O Edifício Passarelli, onde a companhia está localizada, é vizinho à área do desabamento e foi esvaziado por medida de segurança logo depois do acidente. Segundo o gerente de TI da companhia, Douglas José Januário, o correio eletrônico, a intranet e o servidor chegaram a ser desligados entre a noite de sexta-feira e a manhã de sábado (13/01), por medida preventiva.

Posteriormente, a companhia passou a contar com a infra-estrutura de contingência em um centro de dados na Vila Guilherme, zona norte da capital paulista, e as operações foram parcialmente normalizadas, embora o prédio continuasse interditado durante o final de semana. “Estive lá no sábado junto com o Corpo de Bombeiros e tirei as fitas DLT com nosso backup. No entanto, a TI não parou em momento algum”, explica Januário. A liberação do edifício aconteceu somente ao meio-dia desta segunda-feira (15/01) e o departamento de tecnologia já retomou as atividades normais.

O local onde aconteceu o desabamento fazia parte da área de estacionamento do Edifício Passarelli, ao lado do prédio, e foi desapropriada para as obras da Linha Amarela. O túnel destinado ao metrô transcorre em paralelo ao edifício, mas a Defesa Civil e o Corpo de Bombeiros atestaram que não existe ameaça à sua estrutura.

O episódio reacende o debate sobre a necessidade dos planos de contingência em empresas para situações de emergência. Algumas companhias são enfáticas em dizer que planos previamente traçados podem ser estratégicos no caso de um acidente como esse, mesmo que não estejam envolvidas diretamente. Tal impressão foi percebida neste último final de semana principalmente pelos funcionários da Sion Peoplecenter, especializada em contingência.

A equipe recebeu vários chamados de clientes que, situados no entorno do desabamento em Pinheiros e preocupados com o impacto que o desastre poderia ter sobre suas operações – como trânsito, dificuldade de acesso e até falta de energia na região – alertaram para a necessidade eventual de realizar suas operações em outro local. Segundo Carlos Augusto Ferreira, vice-presidente da empresa, outros episódios acontecidos neste mês também geraram alertas, como o incêndio do prédio da Justiça Federal, na avenida Paulista – na última terça-feira (09/01) – e as chuvas, que caíram constantemente em várias cidades do Sudeste.

E na sua empresa, como é a percepção da importância da contingência? Existem planos estabelecidos? Compartilhe sua experiência com o COMPUTERWORLD.

Publicado por Camila Fusco às 17h25

Sobre o autor

Vinicius Cherobino atua como jornalista especializado em tecnologia há seis anos. Acompanha atentamente assuntos como o mercado de TI, seus números e fusões, segurança da informação, terceirização, infra-estrutura e tendências. Além da redação, também está terminando a graduação em Letras Inglês/Português na Universidade de São Paulo.

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