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17 de Abril de 2007
O site, o e-mail, o celular: nada funcionou...
Um saldo de 32 mortes e uma série de feridos marcou a segunda-feira (16/04) da Virginia Tech University, no maior tiroteio da história norte-americana em número de vítimas e quase oito anos depois da morte de 13 pessoas na Columbine High School em Colorado.
Não bastasse o fato do tiroteio acontecer em uma universidade de tecnologia, subtraindo à vida uma série de possíveis brilhantes engenheiros, o que se viu no episódio foi a fragilidade da tecnologia em ajudar a evitar episódios como esse.
As maiores críticas da imprensa americana nesta terça-feira (17/04) são para o gap de duas horas entre os primeiros tiros e um segundo ataque, sem que a universidade tenha alertado devidamente os estudantes, professores e a sociedade e sequer ter interrompido as aulas.
De acordo com informações do Washingtonpost.com, os primeiros tiros aconteceram as 7h15 da manhã, em um dormitório da universidade, mas o primeiro e-mail da administração aos estudantes só veio às 9h26, e muitos deles estavam no caminho do campus, o que os impediu de ver a mensagem a tempo.
Mais de 14 mil dos 26 mil estudantes da Virginia Tech vivem fora do campus. A universidade também colocou posts em seu website, mas não a tempo de evitar novos tiros.
Um porta-voz da Virginia Tech informou à imprensa americana que a universidade ainda está trabalhando em um projeto que lhe permita enviar mensagens de texto aos celulares dos alunos e, para isso, avalia se deve pedir o número do telefone móvel quando o estudante fizer seu registro na faculdade... Infelizmente, para alguns, a medida acontecerá tarde demais...
Escrito por Taís Fuoco, direto dos EUA.
Publicado por Luiza Dalmazo às 11h30
Sobre o autor
Vinicius Cherobino atua como jornalista especializado em tecnologia há seis anos. Acompanha atentamente assuntos como o mercado de TI, seus números e fusões, segurança da informação, terceirização, infra-estrutura e tendências. Além da redação, também está terminando a graduação em Letras Inglês/Português na Universidade de São Paulo.
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