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19 de Novembro de 2008
Indústria de games na crise? Muito bem, obrigado
Eu falei, sem pestanejar, no
NowCafé 19 que o mercado de games vai sobreviver com sobras perante a crise
financeira que assola o mundo (e a TI).
Os últimos números da NPD me dão razão. Em outubro, auge da
instabilidade, o público de gamers nos EUA praticamente ignorou os problemas ao gerar 1,31 bilhão de dólares para esta indústria.
E, o que é mais interessante, isso não chega a ser uma
surpresa.
Em 29 de abril de 2008, havia dúvidas se os games poderiam
se tornar os reis da indústria do entretenimento. Afinal de contas, o cinema
tem números impressionantes (Mais de 9,6
bilhões de dólares apenas em bilheteria) e a música (mesmo com pirataria)
registra números fortes.
Neste dia, no entanto, foi lançado o GTA 4.
Quando descobriram
que aquele era o maior game da história com venda de 6 milhões de
unidades na primeira semana e faturamento de 500
milhões de dólares (em agosto este número subiu para 10 milhões de unidades), a
resposta foi outra.
Hoje, já é possível discutir – com uma certa naturalidade –
se os
games representam a maior fatia do setor de entretenimento. O setor faturou
8,85 bilhões de dólares segundo a NPD em 2007.
Mas estes números são feitos hoje, com o grosso da receita vinculado as venda de consoles e de jogos. O que veremos no futuro?
A Take Two, famosa e polêmica pelas suas séries como GTA e
BioShock, dá a dica. O head da empresa disse que está em ótima posição para
testar novos
modelos: assinaturas, download de conteúdo e micro-negociações. Além disso,
essas empresas poderiam explorar mais as experiências
bem sucedidas dos MMORPGs.
Em um cenário econômico nublado, o futuro é brilhante para o setor de games.
Publicado por Vinicius Cherobino às 12h08
Sobre o autor
Vinicius Cherobino atua como jornalista especializado em tecnologia há seis anos. Acompanha atentamente assuntos como o mercado de TI, seus números e fusões, segurança da informação, terceirização, infra-estrutura e tendências. Além da redação, também está terminando a graduação em Letras Inglês/Português na Universidade de São Paulo.
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