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08 de Janeiro de 2009

Indústria de games não sente - mesmo - a crise

Antes da virada do ano, postei sobre indústria de games e a crise. Aparentemente, naquele momento, os jogos eletrônicos estavam invulneráveis aos orçamentos enxutos e da redução de compra de eletrônicos de consumo.

Agora, passado o período de festas, só uma conclusão é possível: os games estão invulneráveis.

Os resultados da Gamestop, maior rede varejista especializada em jogos, falam por si. Aumento de 22% nas vendas nos meses de novembro e dezembro ante o mesmo período em 2007; faturamento de 2,86 bilhões de dólares; ações subindo 1,54 dólar por papel por conta do anúncio dos resultados.

O Wall Street Journal chegou, inclusive, a decretar: “[os resultados] reforçam a visão de que os videogames sugam os dólares para entretenimento em tempo de recessão”.

É interessante ver que, apesar de estar em um segmento “abençoado”, os resultados da Gamestop veem também de estratégias diferentes.

Um exemplo rápido: A aposta no mercado de jogos usados. Por conhecer seu público-alvo, a Gamestop sabia que o jogador prefere vender o jogo antigo, mesmo por um preço pequeno, do que deixar o game mofando em casa. Com o dinheiro na mão e dentro de uma loja de games, é fácil imaginar o que esse jogador que acaba de vender um jogo vai fazer.

Eu mesmo vi um garoto com uma sacola de jogos antigos, vendendo-os em série, para conseguir os fundos necessários para comprar um grande lançamento. Saiu feliz trocando 10 jogos, mais ou menos, por um só!

Ao mesmo tempo em que conseguiu isso, a Gamestop garantiu que jogadores com menor poder aquisitivo comprem os jogos usados atraídos pelos descontos de 10%.

Publicado por Vinicius Cherobino às 17h08

Sobre o autor

Vinicius Cherobino atua como jornalista especializado em tecnologia há seis anos. Acompanha atentamente assuntos como o mercado de TI, seus números e fusões, segurança da informação, terceirização, infra-estrutura e tendências. Além da redação, também está terminando a graduação em Letras Inglês/Português na Universidade de São Paulo.

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