Governança
Este blog aborda iniciativas de governança de tecnologia da informação, metodologias e frameworks como ITIL, Cobit, CMMI e ISO 20.000 e compartilha experiências entre usuários interessados em debater iniciativas de gestão.
11 de Outubro de 2007
ITIL 3.0 em português: livres das algemas
O plano é ambicioso, mas as expectativas são para lá de otimistas. O itSMF Fórum Brasil espera, até o final de outubro, lançar no Brasil, em português, os livros da terceira versão do ITIL. Em outras palavras, leia-se: está próxima a liberdade de interpretação para os brasileiros que fazem os cursos da biblioteca britânica. Tudo isso porque, a partir de então, os profissionais que optarem por fazer cursos não dependerão da interpretação das consultorias que aplicam esses treinamentos, como acontecia até a versão 2.0, enfatiza o próprio vice-presidente do itSMF Brasil, Sérgio Rubinato Filho.
Liberdade porque, na prática, por mais bem intencionadas que sejam as traduções dos aplicadores de cursos – ou por mais afiado que esteja o inglês do aluno – ter o material na língua mãe sempre diminui a possibilidade de ruídos entre o que foi compreendido e o que o autor do livro tentou expressar. Ponto bastante positivo. Outro aspecto é que agora as companhias não têm desculpa para não seguirem ou colocarem em prática o que dizem os livros sob o argumento: “eu não entendi”.
Aliás, esse deve ser um tema que deverá dominar boa parte das discussões do itSMF Brasil Conference 2007, evento que começa nesta segunda-feira (15/10) em São Paulo. Os organizadores estão esperando entre 600 e 700 pessoas e debates sobre como os livros da V3 em português terão impacto por aqui. O COMPUTERWORLD estará por lá nos dois dias de evento acompanhando os principais acontecimentos, e traz, por meio do Governança, os principais aspectos do evento e também os bastidores.
Voltando aos livros em português. Apesar do prazo apertado, o itSMF Brasil garante que o trabalho de tradução conseguirá cumprir o cronograma, e que as revisões já começaram. Tomara que nenhuma outra burocracia impeça o lançamento, já que no lançamento da V3 no Brasil, em junho passado, os livros em inglês não vieram porque – acredite se quiser – ficaram semanas presos na alfândega. O problema esteve nas caixas de madeira que comportavam os volumes e que... não foram liberadas da inspeção das autoridades aeroportuárias em tempo.
Você acha que os livros em português deverão estimular a adoção do ITIL no Brasil? Comente abaixo.
Publicado por Camila Fusco às 16h35
Sem dúvida
Apesar do domínio da língua inglesa ter se tornado um pré-requisito, principalmente na área de TI, a versão em português deste material vai auxiliar bastante a difusão do ITIL 3.0.
Esperamos, entretanto, que essa tradução seja realizada por profissionais da área para não cometerem os mesmos erros encontrados em inúmeros materiais da área de TI, sendo o principal, a tradução de termos técnicos.
[Sidney 12-10-2007 17:07]
Inglês, Português ou Enrolês? Tanto faz.
Queiramos ou não, com a Internet popularizada, corporativamente falando, e globalizada, a "algema" Inglês existe. São traduzidos materiais para o Português, porém as certificações ainda continuarão sendo aplicadas em Inglês? Uma coisa é traduzir, e interpretar, para outro idioma um conjunto de normas para facilitar sua aplicação. Outra coisa é ministrar cursos baseado em um material em um idioma e aplicar-se os testes de certificação em outra? Isso acaba passando a impressão de que é mais uma moda para se aumentar faturamentos com cursos e certificações que são dificultadas em serem alcançadas, do que realmente uma solução que apoie qualquer executivo de negócios em melhorar os processos de TI da companhia.
Seria necessário usar de maneira séria qualquer metodologia de modo a ser útil, em vez e mais uma moda ou simplesmente como um nome diferente para a mesma coisa (Reengenharia = Governança = Lean), isto é fazer mais com menos.
[Rodivaldo Macelo 15-10-2007 11:08]
So so...
Apesar da "tentativa" de tradução desse material, mesmo por pessoas técnicas qualificadas, as algemas da lingua inglesa deverão existir. Olhando um futuro nada promissor, aos que não querem se dedicar as algemas da lingua inglesa, as traduções do Cobit 3.0, PMI, CISA entre outros, devem ser tropicalizadas para o jeito de pensar brasileiro, que nada tem a ver com as questões solicitadas em certificações.
A questão maior que vejo, serão os pesos aplicados a um profissional certificado em Ingles e, o mesmo profissional certificado em Português, se é que os demais frameworks continuarão, ou melhor, tentarão serem traduzidos a nossa lingua nativa.
[Fabio 16-10-2007 16:46]
Sobre a autora
Luiza Dalmazo é uma catarinense com alma paulista que trabalha como jornalista nas áreas de tecnologia da informação e telecomunicações desde 2004. Além de governança, cobre de forma mais próxima assuntos como gestão, carreira e TV Digital.



