Gestão
Usuários irritados com a crise na telecomunicações
Na Europa, grupos de usuários das operadoras de telecom demonstram irritação com a grave situação financeira de gigantes como a WorldCom e a KPNQwest. Preocupação é com a manutenção de serviços. Empresas como IBM e EDS podem lucrar com a crise no setor.
Por IDG News Service/Europa
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Os grandes usuários do serviço de longa distância internacional estão irritados com a situação de quase falência de grandes operadoras como a WorldCom e a KPNQwest. A maior preocupação está centrada na manutenção dos serviços e na possibilidade de voltar a viver regimes próximos do monopólio ou do duopólio. <p>
Na visão dos usuários, empresas especializadas em terceirização, entre elas a IBM e a EDS, podem lucrar com a crise das gigantes de telecom, já que possuem estabilidade financeira e começam a apostar nessa linha de serviços. <p>
"Não sabemos se a WorldCom irá sobreviver", diz Julian Hewett, analista do instituto de pesquisa, Ovum. A grande incerteza do cenário é saber como poderá haver a divisão da infra-estrutura dessas gigantes, em caso de uma falência. "São dois dos maiores gigantes da área. Se eles quebram, como ficam os usuários?", observa Sandra O`Boyle, analista da Current Analysis. <p>
Na prática, os usuários internacionais tentam não demonstrar pânico, mas começam a estudar seriamente a possibilidade de uma migração de provedor. "Vamos acompanhar muito de perto a situação da WorldCom. Se ela começar a afetar os serviços, tomaremos nossa ação", informou David Nicholas, gerente de rede da British Petroleum PLC. <p>
Um dos maiores temores dos usuários é a concentração dos serviços nas mãos de poucos operadores. No caso da Europa, por exemplo, sobrariam duas gigantes, que também enfrentem crises financeiras: a Detsche Telecom e a France Telecom.
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