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Gestão

Hospitais de SP poupam R$ 40 mil com TI

Informatização da farmácia também aumenta segurança dos pacientes em hospitais de Taboão da Serra e Diadema.

Por Computerworld

22 de fevereiro de 2005 - 17h59
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A SPDM - Organização Social de Saúde ligada à Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) - informatizou a farmácia e todo o fluxo de medicamentos de dois hospitais do interior de São Paulo. O órgão afirma que a iniciativa, realizada em parceria com a Secretaria de Estado da Saúde, deverá gerar a economia de R$ 100 mil em 2005 e aumentou a segurança dos pacientes dos hospitais da rede pública de Taboão da Serra e Diadema.

Atualmente, os medicamentos indicados aos pacientes chegam às mãos da equipe de enfermagem em doses unitárias, devidamente assinaladas com código de barras. O procedimento também agilizou a segurança, já que o sistema evita a troca de medicamentos e reduz o risco de infecção hospitalar.

O projeto começou a ser desenvolvido em 2002 e, segundo a SPDM, em um ano, já havia gerado economia de R$ 40 mil ao ano. A inciativa também otimizou a reposição de materiais e produtos, pois o software detecta a queda de estoque e alerta para a necessidade de compra. A Organização optou por desenvolver um sistema próprio para agilizar o processo que vai desde a solicitação de medicamento, até a chegada dos produtos às mãos dos funcionários, o que facilita o rastreamento de materiais.

O software em operação no Hospital Geral de Pirajussara de Taboão e Diadema consegue identificar cada unidade de uma cartela de comprimidos, enquanto os sistemas dos fornecedores em geral não interagem com o usuário interno e não conhecem a realidade de cada hospital. Os resultados obtidos foram também aprovados pelos enfermeiros e auxiliares, pois evita a falta de materiais e assegura que o medicamento chegará, na dose correta ao paciente certo. O próximo passo será estender a rastreabilidade para que fiquem devidamente registrados no sistema também o paciente e o profissional que faz a administração do medicamento.

A farmácia também investiu R$ 100 mil na organização de uma Central de Misturas, que simplificou o trabalho dos auxiliares de enfermagem, que não precisam mais diluir algumas drogas antes de medicar os pacientes. Essa mudança, aparentemente simples, propiciou uma redução de dezenas de horas por mês na execução da tarefa de administrar as medicações. A Central de Misturas manuseia diariamente cerca de 650 doses de medicamentos.

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