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Gestão

Melhores práticas aprimoram gestão

Melhores práticas não estão limitadas a um só modelo. No entanto, a maioria das empresas deve adotar mais de um padrão se quiser eficiência.

Por Camila Fusco

27 de março de 2006 - 12h10
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Se por um lado uma das melhores coisas de se adotar as melhores práticas está no fato de as companhias não estarem limitadas a um único modelo, os piores aspectos apontam que a maioria delas precisará adotar mais de um padrão se quiser realmente seguir diretrizes eficientes de processos.

Uma preocupação relacionada a isso acontece quando os gerentes de redes percebem que múltiplos padrões poderão ser necessários para que os objetivos da companhia sejam cumpridos. Nesse processo, podem surgir muitas dúvidas sobre as diferenças dos frameworks mais populares.

Diretrizes de melhores práticas como a IT Infrastructure Library (ITIL) e Control Objectives for Information and Related Technology (Cobit) estão no mercado há anos. Em sua maioria, esses frameworks deveriam trazer consistência e eficiência aos vários aspectos da TI, como desenvolvimento de aplicações, help desk, operações de redes, segurança e entrega e suporte a serviços.

Exigências regulatórias como Sarbanes-Oxley trazem outros benefícios óbvios, que geralmente impulsionam o ímpeto dos executivos de TI para começar a analisar ao frameworks de processo.

Outros ganhos – talvez de longo prazo – estão no corte de custos e redução de força de trabalho quando todos os membros da equipe aderem aos novos processos. O melhor momento das práticas ocorre quando a TI consegue alinhar-se com a área de negócios, de maneira que os gerentes de redes traduzem seus serviços em termos de negócios e colocam prioridades também de negócios em suas listas de prioridades.

De acordo com a Forrester Research, os frameworks de melhores práticas, terão uma adoção considerável em 2006. A empresa sugere que, em muitos casos, ITIL e Cobit – aliados ao CMM – Capability Maturity Model – e ISO 17799 deverão ser adotados em conjunto. O ITIL aborda entrega e suporte a serviços; o Cobit abrange um aspecto maior de governança de TI, enquanto o CMM é utilizado frequentemente por desenvolvedores de aplicações e mostra como as áreas de TI estão maduras comparadas aos melhores processos. Já a ISO 17799 propõe medidas de gerenciamento de segurança.

“A maioria desses frameworks não são exclusivos e são mais efetivos quando utilizados em combinação com outro”, declara Craig Symons, analista da Forrester.  O caminho para um framework compreensivo de governança, segundo ele, envolve o entendimento das diferentes entre eles e como tais medidas podem ser aplicadas.
A definição de quais frameworks uma organização poderá começar vai depender de seus objetivos. Muitos especialistas da indústria dizem, no entanto, que apesar de o ITIL ser a maneira mais rápida de se apresentar resultados, o Cobit pode ser um bom começo. O Cobit pode ajudar as divisões de TI a provar que estão atuando de acordo com os processos esboçados em outros frameworks.

“O Cobit está focado na governança, e se você for um gerente de TI de alto nível preocupado com a governança corporativa geral, este é o melhor ponto por onde se pode começar”, declarou John Worthington, consultor independente de ITIL.

A adoção conjunta dos frameworks também tem resultados concretos. A Earthlink, por exemplo, conseguiu concluir sua adequação à Sarbox em setembro de 2004 – meses antes do prazo final – em virtude da combinação de ITIL e Cobit. O trabalho conjunto ajudou a equipe de TI a definir melhor e provar quando os processos estavam adequados.

Apesar dos benefícios conhecidos dos frameworks, os gerentes de redes devem permanecer cautelosos sobre a eventual “escravização dos padrões”, declara Jon Vromat, consultor de melhores práticas da HP em Detroit.

“As organizações de TI geralmente pensam que têm que fazer tudo de uma vez e com isso, acabam falhando. Adotar frameworks é mais como comer um elefante: para ter sucesso, você tem que fazer a tarefa em  partes”, declara.

Referindo-se aos frameworks de melhores práticas como uma sopa de letrinhas, Vromat declara que os gerentes devem abordar o processo de adoção em três fases: começar com um framework como Cobit e ITIL; mover em um padrão que pode ser certificado como ISO; e promover melhorias que possam ser medidas, como CMM e Six Sigma.

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