Gestão
Na ACS, vida útil de desktops é de sete anos
A adoção do Citrix Presentation Server é parte de uma estratégia maior de redução de custos do contact center, que também envolve economias imobiliárias e corte de gastos com licenciamento de antivírus, entre outros.
Por Fernanda K. Angelo
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Em teoria, a vida útil de um computador é de três anos. Tipicamente, as organizações levam cerca de cinco para renovar seu parque instalado. E na ACS, empresa de contact center do grupo mineiro Algar, as máquinas de suas instalações de treinamento são utilizadas por ainda mais tempo: pelo menos sete anos.
O responsável pela longevidade desses desktops é o Citrix Presentation Server 4, uma plataforma de acesso capaz de transferir para o servidor a capacidade de processamento do desktop, que passa a fazer o papel de um canal para que o usuário acesse o software executado diretamente no servidor, permitindo que as capacidades eventualmente ociosas sejam alocadas para as máquinas em uso.
“Os softwares evoluem em uma velocidade muito grande e o hardware tem de acompanhá-los. Adotar o Citrix foi a maneira que encontramos para fugir desta ‘Ditadura do Upgrade’, ou pelo menos retardá-la”, diz Carlos Maurício Ferreira, diretor de tecnologia da ACS. Segundo ele, a ação é parte de uma estratégia maior de redução de custos e despesas constantes na companhia.
Desde 2003 a ACS utiliza a solução da Citrix. Eram 850 licenças até setembro do ano passado, quando a empresa adquiriu outras 180. O uso do Presentation Server na área de treinamento possibilitou a diminuição de 13 para nove o número de salas de treinamento, eliminando também custos imobiliários. Ferreira explica que antes da adoção do Citrix, cada sala tinha uma estrutura dedicada a um cliente específico ou a um grupo deles porque certos softwares de clientes da ACS exigiam estações de trabalho com uma configuração mínima, atualizada. A exigência tinha por objetivo simular, durante o treinamento, o ambiente vivenciado pelo operador no dia-a-dia. Com o Citrix, a capacidade de processamento é distribuída entre os computadores de forma que eles consigam rodar os programas de qualquer cliente.
Além disso, o tempo médio de preparo de uma sala com 30 PCs para uma sessão de treinamento, que antes era de 60 horas, tornou-se praticamente nulo. “A partir do momento em que os desktops vão buscar o acesso aos aplicativos diretamente no servidor, não é mais necessário formatar e instalar softwares específicos em cada um deles”, explica. “Assim, o tempo em que as salas ficavam ociosas por conta desse preparo desapareceu”, completa.
Ferreira conta ainda que a decisão pelo Citrix não foi imediata. Segundo ele, a ACS considerou a aquisição de novos PCs para substituir os equipamentos de menor desempenho. “Comparado à aquisição de novos desktops, a implementação do Presentation Server representou em toda a ACS uma economia de 47%, considerando o prolongamento do ciclo de vida das estações de trabalho, a redução com licenciamento de antivírus e distribuição de aplicações”, revela.
A ACS espera dobrar o número de licenças em uso ao longo de 2006, à medida que expande seu atendimento a clientes.
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