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Gestão

Relacionamento com terceiros impulsiona inovação, segundo CEOs

Pesquisa realizada pela IBM com 750 CEOs aponta que 76% dos executivos acreditam que alianças e colaboração de terceiros são essenciais para inovação.

Por COMPUTERWORLD

08 de maio de 2006 - 11h25
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Alianças e colaboração de terceiros são fatores determinantes no impulso à inovação. Essa é a percepção de 76% dos 750 CEOs entrevistados na Pesquisa Global de Executivos e Diretores da Alta Cúpula, conduzida pela IBM.

De acordo com o estudo, para esses líderes, joint ventures e acordos com fornecedores são essenciais para competir no novo cenário empresarial global. Coerente com as repostas, os executivos entrevistados assinalaram as fontes externas como principais núcleos de inovação e geração de idéias, entre elas os parceiros de negócios, os clientes e as consultorias, nesta ordem de importância.

Porém, no âmbito interno das companhias, a inovação vem principalmente das mãos dos funcionários, seguidas pela equipe de vendas e pelo departamento de P&D. Os diretores espanhóis destacaram como principal fonte de inovação os funcionários (44%) e consultorias (33%).

O estudo mostra que as empresas líderes de mercado aceitam 30% de idéias procedentes de fontes externas do que seus concorrentes. Os setores que mais incorporam idéias de fontes externas são os setores de telecomunicações, química e petróleo, e o setor audiovisual.

Amparo Moraleda, presidente da IBM responsável pelas unidades da Espanha, Portugal, Grécia, Israel e Turquia, confirma a tendência e ressalta que “inovar é a melhor maneira de competir”. Mas observa que isto não significa somente inventar novos produtos, mas principalmente “trocar o modelo organizacional”.

Apesar de as empresas não terem tido muito êxito nas iniciativas de intercâmbio no passado, agora, segundo aponta a pesquisa, ocorrerão importantes trocas corporativas nos próximos meses, conforme responderam 65% deles.

A executiva afirma, no entanto que, mesmo conscientes da importância de relacionamentos com terceiros, “existe uma ausência de cumplicidade por parte da alta diretoria”. Tanto que apenas 51% dos executivos entrevistados afirmam fazer uso dessas estratégias atualmente.

Em relação às iniciativas concluídas no ano passado, 47% dos executivos entrevistados consideram que houve êxito nas iniciativas de troca. O diretor da divisão de consultoria da IBM, José Maria Joana, afirmou que os dados revelaram que os entrevistados “não se sentem preparados para enfrentar a troca”.

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