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Gestão

O novo selo de qualidade em governança

Padrão internacional de certificação ISO 20.000 atesta qualidade de processos e pode servir como passaporte para a exportação de serviços de TI.

Por Camila Fusco, do COMPUTERWORLD

22 de maio de 2006 - 17h42
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Com num clique, ela ganhou o status de remédio para todos os males. Se os problemas da companhia são financeiros, implante-a e os resultados virão. O objetivo é – conforme aponta o maior bordão de todos os tempos – “alinhar TI aos negócios”? Não existe melhor alternativa. Aproveitando a brecha, os fornecedores também embarcaram: “eu tenho um produto aqui que é essencial para implantá-la”. E nessa trajetória, o conceito de governança de TI banalizou-se. Tornou-se algo puramente vendável e está bem distante de sua proposta principal: organizar e sustentar operações corporativas de maneira geral.

Entretanto, se por um lado já são muitas as companhias que vêem com ressalvas quaisquer novas propostas relacionadas à governança, já que em algum momento tiveram suas expectativas frustradas ou porque temem ser mais um alvo dessa sanha vendedora, ainda há muito a ser explorado dentro do tema, principalmente no que diz respeito às formas de medir os resultados dos esforços já conduzidos. Segundo especialistas, chegou a hora de diferenciar quem tem as melhores práticas apenas no discurso daqueles que já incorporam a governança em sua essência em seu dia-a-dia.

Nesse cenário, a bola da vez leva o nome de ISO 20.000. Consolidada no fim do ano passado, a norma carrega o status de primeiro padrão global para gerenciamento de serviços de TI e é baseada nas melhores práticas da biblioteca Information Technology Infraestructured Library (ITIL). Algumas de suas diretrizes prevêem a abordagem de processos integrados para a entrega de serviços, planejamento e implementação de gerenciamento de serviços, controle de processos, entre outros.

Na prática, sua função será atuar como um selo de avaliação para as práticas de governança. “Ao passo em que o ITIL é uma certificação pessoal dos profissionais envolvidos nos processos, a ISO atua como uma certificação para a organização. Ela exige o cumprimento de políticas e exigências e vem, ao final, assegurar que a empresa segue determinados processos para melhorar seus serviços”, aponta John Di Maria, gerente de certificações e marketing da BSI International – organização que coordenou a elaboração da norma.

Se por um lado a certificação torna a empresa mais comprometida com a qualidade de seus serviços, por outro pode deixá-la também mais atraente aos olhos dos próprios clientes, principalmente externos. Isso porque passa a gerar evidências sobre as formas de trabalho da companhia. Justamente por compartilhar dessa idéia é que a DH&C, empresa de terceirização de serviços de TI, pretende qualificar-se para obter a certificação logo após concluir a implantação das melhores práticas de ITIL.

“Quando o cliente vai escolher um fornecedor para terceirizar sua infra-estrutura, é como se ele buscasse alguém para um casamento perene. E nessa relação, confiança é algo determinante. A ISO vem exatamente dar essa transparência e mostrar ao mercado todos os pontos fortes”, aponta Dário Boralli, presidente da DH&C. O processo de adequação ao ITIL na companhia começou no ano passado com apoio da consultoria Kalendae e está estimado para ser concluído no terceiro trimestre deste ano. De acordo com Boralli, cerca de 3,5 milhões de reais serão canalizados até o término da adequação.

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