Gestão
O novo selo de qualidade em governança
Por Camila Fusco, do COMPUTERWORLD
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O fato de a DH&C buscar primeiro a adequação ao ITIL para posteriormente pleitear a certificação é considerado um processo importante para evitar um eventual “caminho das pedras”. Na avaliação de Luís Mirtilo, diretor de desenvolvimento e negócios da consultoria Kalendae, em virtude de a ISO ser fundamentalmente baseada na biblioteca inglesa, quem já segue suas diretrizes está passos à frente no processo de certificação.
“Cerca de 80% da norma é baseada em ITIL. Quem não adota, certamente levaria mais tempo para implantar esses processos, já que precisariam promover uma mudança de cultura inicial na companhia”, ressalta. No processo da DH&C, a meta é certificar 50 profissionais em ITIL neste ano e tentar obter a certificação ISO já no próximo ano.
De diferencial a pré-requisito
A aposta das consultorias é que a ISO 20.000 terá grande penetração entre as empresas fornecedoras de serviços de TI, mas companhias listadas em bolsas de valores também podem obter benefícios. “O mercado foco está nas prestadoras de TI, mas empresas de capital aberto, que têm sua área de tecnologia posicionada como estratégica em seus negócios, podem mostrar, por meio da certificação, que tem processos bem definidos”, complementa Mirtilo, da Kalendae.
Na avaliação de John DiMaria, da BSI, empresas exportadoras também devem ganhar maior competitividade internacional a partir da certificação pela ISO 20.000, já que poderão comprovar, por meio de um padrão internacional, a qualidade de seus serviços de TI. “Na América Latina, principalmente em países como o Brasil, existe grande interesse, já que o potencial exportador é grande. Os processos certificados servirão como uma vitrine para o mundo.”
A expectativa é de que a certificação venha a se popularizar em médio prazo, e as empresas que conseguirem esse selo estarão posicionadas de modo diferenciado. “O selo é um diferencial, mas com o tempo o mercado começará a cobrar um pouco mais dos fornecedores. Futuramente, a certificação poderá ser um pré-requisito para as empresas prestadoras de serviços de TI”, conclui Mirtilo. As expectativas são de que as primeiras certificações – por autoridades como a própria BSI International – sejam concluídas já no segundo semestre de 2006.
Eu preciso mesmo disso?
Apesar de a ISO 20.000 nascer como uma aliada no processo de medir a qualidade dos serviços de TI, as companhias devem pesar realmente se a certificação é mesmo necessária para suas operações. Apesar de parecer um princípio óbvio, nem todas as companhias estão tão atentas ao processo. De acordo com Carlos Teixeira, especialista em governança da consultoria ITXL, um dos maiores erros está em a companhia visualizar a oportunidade como uma “nova onda”. “A empresa tem muito a ganhar com a governança de TI, independente das certificações ou leis internacionais”, diz.
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