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Gestão

O novo selo de qualidade em governança

Por Camila Fusco, do COMPUTERWORLD

22 de maio de 2006 - 17h42
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Teixeira, da ITXL, destaca porém, que pensar nos processos e na própria cultura da empresa, assim como compartilhar experiências com outros profissionais, pode ser importante nesse processo de análise.

O departamento de TI da rede de supermercados Carrefour, por exemplo, encontrou seu propósito de governança apenas na adequação às melhores práticas de ITIL. O processo começou a ser avaliado em meados do ano 2000 e foi finalizado nos últimos meses do ano passado. “Optamos por uma adoção gradativa das melhores práticas, e no momento estamos focados nas áreas de gerenciamento de problemas e de serviços”, declara Rodrigo Callisperis, diretor de informática do grupo. A divisão de processos é terceirizada e engloba atualmente 150 pessoas.

No processo de implantação, além de adequar os procedimentos, o grupo optou pela incorporação de ferramentas da BMC Software, que ficaram incumbidas de gerenciar os processos, e de outros prestadores de serviços como CPM e Quint. De acordo com o executivo, a meta para os próximos meses está em ampliar o volume de disciplinas de ITIL seguidas pelo grupo, e não necessariamente enquadrar-se a ISO. “Nossa meta é obter melhoras constantes nas rotinas operacionais, e não estamos buscando a certificação neste momento como ponto estratégico”, revela.

Governança na era “racional”?
Os números não são nada modestos. As projeções de investimentos em governança de TI ou elementos relacionados para os próximos anos são estratosféricos. Só os processos de adequação às normas regulatórias da Sarbanes-Oxley, segundo a consultoria AMR Research, movimentarão globalmente nada menos do que 6 bilhões de dólares em 2006. Desse total, 2,3 bilhões de dólares serão canalizados para força de trabalho, 1,9 bilhão de dólares para soluções e 1,8 bilhão de dólares em consultoria externa.

Apesar das cifras volumosas, porém, analistas de mercado acreditam que o mercado de TI está na era da racionalidade quanto aos investimentos. Na avaliação de Sérgio Rubinato Filho, vice-presidente do itSMF, grande parte dos gestores de TI aprenderam com as lições passadas e com os gastos a esmo, e por isso estão mais cautelosos. “Anos atrás vivíamos uma fase de sangria desatada para gerar evidências de que a TI estava sob controle. E com isso, não se media o custo nem mesmo de se gerar essas evidências”, diz.

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