Gestão
BPM, CPM, EPM ou PM: tudo a mesma coisa
Os nomes são diferentes, mas o objetivo é o mesmo: auxiliar na elaboração de planos orçamentários mais flexíveis e integrados, capazes de serem adaptados a mudanças inesperadas no cenário econômico.
Por Fernanda K. Ângelo, do COMPUTERWORLD
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Muitas empresas ainda desconsideram variações internas e externas na hora de montar seus planejamentos. O resultado, especialmente quando as previsões orçamentárias devem ser de longo prazo, é um planejamento estático e desintegrado, que acaba por engessar a organização e incapacitar seu ajuste a mudanças repentinas no cenário econômico.
Como dificilmente os departamentos conseguem cumprir os números previstos para o ano fiscal, eles recorrem a técnicas como a “queima” de orçamento para evitar que sua verba para o período seguinte seja reduzida em conseqüência da “sobra” de recursos. Já quando os gastos superam o planejado, o risco está, entre outros, na perda de produtividade em conseqüência não apenas de eventuais cortes de pessoal, e custos, mas de incansáveis e longas reuniões de revisão de planejamento.
Apesar de recorrente em boa parte das companhias, o problema tem solução. Pelo menos segundo afirmam analistas de mercado e fornecedores de ferramentas de gestão de desempenho corporativo, que, diga-se, adicionam novos ingredientes na interminável sopa de letrinhas do mercado de tecnologia da informação (TI). Especialmente porque cada fabricante decidiu batizar esse tipo de ferramenta com o nome que julgou mais apropriado. (Veja box ao lado).
Todas as siglas fazem referência ao mesmo tipo de sistema, que constitui a etapa seguinte ao business intelligence (BI) e que inclui recursos para a desenvolver o planejamento do negócio. Longe, porém, de substituir as tradicionais soluções de BI. “Um não substitui o outro. Ao contrário, são soluções complementares”, afirma Claudia Fuller, gerente de marketing da subsidiária brasileira da fornecedora de soluções de BI e BPM Hyperion.
Segundo ela, as necessidades de informações e de gestão das organizações estão mudando e levando a um movimento do BI para o que a Hyperion optou por chamar de BPM. “Isso significa não apenas entender o passado, mas também gerenciar o futuro. Esta é, em poucas palavras, a diferença principal entre BI e BPM: o primeiro permite entender o que aconteceu, o outro ajuda a projetar e administrar o futuro dos negócios”, detalha.
Marcos Chomen, diretor de vendas da Cognos, outra companhia especializada em soluções de BI e CPM – neste caso chamadas apenas de PM –, compartilha a opinião. Para ele, o uso integrado dessas ferramentas reduz o custo de propriedade, ao passo que os processos correm com mais agilidade e exatidão. “Tudo o que envolve o monitoramento e entendimento de dados é BI. O PM é a integração da solução de planejamento a esse processo”, opina o executivo.
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