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Gestão

Gartner incentiva a revisão de contratos de outsourcing

Ao apresentar seu novo conceito de terceirização em TI, o Multisourcing, o instituto sugere que metade dos contratos assinados nos últimos três anos não alcançarão as metas propostas.

Por Fernanda Angelo

08 de junho de 2006 - 13h27
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Durante III Conferência Anual de Outsourcing do Gartner, realizada em São Paulo, nesta quarta e quinta-feira (07 e 08/06), o instituto de pesquisas apresentou seu novo conceito de terceirização de serviços e processos de tecnologia da informação (TI).

Linda Cohen, líder da prática de sourcing do Gartner, explica que o conceito, batizado de “Multisourcing”, constitui a soma, combinação e fornecimento disciplinados de serviços de TI e de negócios por um conjunto otimizado de provedores internos e externos para alcançar objetivos de negócios. “Tudo isso visando a tomada de decisões estratégicas relacionadas ao sourcing. A habilidade de fazer as coisas dentro ou fora de casa para conseguir entregar bons serviços. Isso é Multisourcing”, completa Linda, autora do livro “Multisourcing – Moving Beyond Outsourcing to Achieve Growth and Agility”.

Quando o conceito de Multisourcing é levado em conta, 50% dos contratos de terceirização assinados durante os últimos três anos não alcançarão os objetivos esperados, de acordo com levantamento feito pelo Gartner. De acordo com a especialista, embora o mercado de terceirização exista há mais de 20 anos, ele ainda é bastante imaturo. O motivo? “Até pouco tempo atrás as expectativas em torno dessa prática eram demasiadamente infladas. Comprar serviços de outsourcing ainda representa riscos devido à imaturidade desse mercado”, afirma Linda.

Segundo ela, o outsourcing por si só não gera economias. As organizações precisam controlar a forma como o trabalho é feito e reavaliar seus resultados ao menos uma vez por ano porque os negócios e cenários mudam. Só assim conseguirão de fato reduzir custos e gerar economias de escala.

“O fornecedor precisa conseguir entrar no seu ambiente, com a melhor tecnologia, os melhores funcionários e as melhores práticas, de forma a transformá-lo. Caso contrário, o outsourcing não vai funcionar”, assegura.

Com base nisso, Cassio Dreyfuss, vice-presidente de pesquisa do Gartner, encoraja os CIOs que contratam serviços de outsourcing já há dois ou três anos a rever seus contratos. “Embora na ocasião em que assinaram esses contratos talvez estivessem fazendo a coisa certa, hoje já não é o ideal”, explica. “O outsourcing estratégico (caso do Multisourcing) acaba com a esquizofrenia dos contratos comuns, aqueles que chamamos de ‘compulsive outsourcing’”, completa. 

“Os provedores precisam ser flexíveis o suficiente para migrar para esse novo modelo, em que contratos de cinco ou mais anos devem ser estruturados”, conclui Dreyfuss.

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