Gestão
Soluções de logística movimentam setor de TI
Por André Borges, do COMPUTERWORLD
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Ao se debruçar sobre o problema, também com auxílio de uma consultoria, a Johnson descobriu problemas crônicos, como forte concentração de fornecedores apenas em São Paulo; colocações de pedidos feitos em qualquer horário, muitas vezes por um mesmo fornecedor em um único dia; elevado grau de ociosidade de caminhões; e cerca de 60% de seus fretes ligados a apenas dois transportadores.
Com o envolvimento das áreas de negócios e TI, a Johnson decidiu revisou os procedimentos de solicitação de carga, criando limites de horários para os pedidos. Também foram redefinidas estratégias para regiões, de acordo com a freqüência de pedidos. A rede de transportadoras, que concentrava 17 parcerias, foi concentrada em cinco contratos.
“O resultado foi uma queda 33,4% em nossos custos logísticos, o que conseguimos sem mexer no valor do frete, mas sim no custo por tonelada transportada. Foi um aprendizado grande, porque conseguimos transformar uma necessidade em algo interessante”, diz Ribas.
Os fornecedores de soluções se mexem para acompanhar e ditar a evolução do setor. Não faltam novidades para reinventar a seara do supply chain. Basta observar o que já vem acontecendo em torno das etiquetas de radiofreqüência (da sigla em inglês, RFID) ou das notas fiscais eletrônicas.
Muitas companhias já pagam o preço pela inovação, sob a condição de estarem à frente da concorrência. O argumento é plausível, já que as métricas do mundo corporativo demonstram que, de maneira geral, a maior parte das empresas que se dispõem a correr riscos tem sucesso em suas iniciativas. A ponderação a ser feita, neste caso, talvez seja: que risco é interessante correr.
Mercado ativo
A evolução do setor de supply chain também é latente entre muitos dos fornecedores de sistemas e consultorias especializadas. Recentemente, a SAP anunciou uma aliança com a Neoris especialmente voltada para os segmentos de logística e manufatura.
Segundo o gerente geral da Neoris no Brasil, Omar Tabach, as empresas trabalharão juntas em cinco módulos voltados a SCM, os quais tratam de questões como otimização de redes de transportes, localização de produtos, gestão do estoque em circulação e automação de chão de fábrica. Os planos da consultoria também incluem uma aquisição no Brasil. O objetivo, de acordo com Tabach, é comprar uma empresa especializada em soluções para cadeia de suprimentos.
No Mercador, empresa do grupo Telefônica, o faturamento praticamente dobrou em 2005, com a implementação de projetos de integração e portais colaborativos de SCM. Outra fornecedora que também promete agitar o mercado de supply chain é a SSA Global, empresa de ERP que foi comprada nos últimos dias pela Infor, especializada em gestão de logística e suprimentos.
A Sterling Commerce também jogas suas fichas ao anunciar a compra da Nistevo, empresa especializada em sistemas de para gestão de transporte de produtos. Segundo o vice-presidente de desenvolvimento corporativo da Sterling, Jim Hendrickson, a área de SCM passou a ser a prioridade da companhia. “Vamos nos concentrar nesse mercado, que hoje atingiu a sua maturidade”, diz.
Para se diferenciar da concorrência, o Mercado Eletrônico aposta na terceirização de funções de suppy chain. Na prática, o ME assume todo o processo de compras da empresa de materiais que não estão atrelados diretamente ao seu negócio, como produtos para escritório e de operações em geral. “A área de compras, que é o coração do SCM, não pode ficar atrelada a esse tipo de preocupação, e sim àquilo que realmente é seu negócio. Nossa proposta é justamente assumir essas transações. A empresa passa a controlar tudo apenas por meio de nosso portal, com contratos de nível serviço”, explica o vice-presidente da companhia, Luiz Gastão.
Treze companhias já experimentam a terceirização do supply chain em suas compras de suprimentos, manutenção, reparos e operações (MRO). A expectativa do ME é dobrar sua base até o final do ano.
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