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Gestão

Sobreviva às mudanças provocadas pela TI

Na maioria das vezes as mudanças são planejadas pelos profissionais de TI. Às vezes, porém, elas acontecem sem aviso. Entenda como lidar com a única constante quando o assunto é tecnologia: a mudança.

Por COMPUTERWORLD*

30 de junho de 2006 - 17h40
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Três fatores levaram a Master Financial, fornecedora de empréstimos hipotecários, a migrar de um PABX tradicional para um sistema de voz sobre IP (VoIP) da Sphere Communications em 2002: “Custo, custo e custo”, diz Chris Mullins, responsável pela área de operações da empresa (COO), na época.

Usando VoIP sobre uma rede WAN (wide area network), a Master Financial conseguiu reduzir sua despesa mensal com ligações locais e de longa distância de 42 mil dólares para cerca de 12 mil dólares. Em vez de alocar uma equipe de telecomunicações completa para instalar cabos e telefones em cada cubículo, apenas um engenheiro de rede foi capaz de preparar um escritório inteiro em menos de 45 minutos, recorda Mullins.

Com a mudança, a Master Financial também não precisou mais de cinco funcionários para gerenciar seu novo sistema de telecom. Dois se juntaram ao departamento de TI de 35 pessoas e os outros três foram dispensados. “Tive sorte do meu pessoal sênior se adaptar à nova tecnologia e se tornar muito hábil nela”, diz Mullins, que saiu da Master Financial para fundar a Voxie.com, empresa de consultoria em VoIP. “A lição aprendida é: não se ‘case’ com uma tecnologia específica porque em algum momento ela vai acabar desaparecendo”, adverte.

Clichês a parte, o ditado que diz que “mudança é a única constante” provavelmente é mais verdadeiro na área de tecnologia do que em qualquer outra parte. Infelizmente, os departamentos de TI geralmente estão mal equipados para lidar com mudanças em larga escala – como, por exemplo, migrar de um sistema legado, adquirir outra empresa ou optar pelo outsourcing. “Na maioria das vezes, são os profissionais de tecnologia que impõem mudanças a outras pessoas, mas a coisa é totalmente diferente quando a mudança lhes é imposta”, ressalta Pam Butterfield, consultora e presidente da Business Success Tools.

“Resistência é uma reação normal, especialmente por parte do pessoal técnico, que é muito mais voltado para tarefas e avesso a conflitos. Ao invés de comunicar a mudança de uma maneira dinâmica, mandam um e-mail e se escondem. Isso, por si só, já pode gerar uma ruptura no processo”, explica Pam.

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