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Gestão

Sobreviva às mudanças provocadas pela TI

Por COMPUTERWORLD*

30 de junho de 2006 - 17h40
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Reduções Forçadas

Tendo em vista que a Northrop Grumman está em fase de crescimento - e tem sua própria divisão de outsourcing de tecnologia - os funcionários de TI que acham que seus cargos se tornaram redundantes em geral podem passar para outra parte da empresa. Mas em algumas mudanças, como na adesão ao outsourcing, a redução de pessoal é um elemento-chave da equação.

“Contrariando a crença popular, o outsourcing não está desacelerando”, diz Paul Horowitz, líder de prática de outsourcing e offshore da PricewaterhouseCoopers. “Estamos vendo apenas a ponta do iceberg.”

Em alguns casos, o outsourcing pode liberar os profissionais de TI para executar trabalho de nível mais alto e mais estratégico. Mas a economia trazida pelo offshore é atrativa demais para ser ignorada, segundo o Dr. Michael Campo, CEO da Kitcoff-APSI, que administra planos de aposentadoria para inúmeros clientes corporativos. A empresa atua na Índia via contrato com a Patni Computer. A equipe no exterior lida com tarefas administrativas, manutenção básica de TI e gerenciamento de banco de dados.

O outsourcing liberou os administradores de planos altamente qualificados da Kitcoff-APSI para dedicar menos tempo a embaralhar papéis e mais tempo a conversar com clientes. Mas também permitiu que a empresa eliminasse 10 cargos, ou cerca de um terço de sua força de trabalho doméstica. Campo estima que a iniciativa cortará os custos quase pela metade. “Não existe uma maneira fácil de fazer isso”, observa Campo. “Se fracassamos, não há negócio, ponto final. Como dono de uma empresa, é a única decisão a tomar.”

Mas quando é mal gerenciado, porém, o outsourcing pode causar grandes rupturas. Empresas demais estão aderindo ao conceito de “sua bagunça mais barata”, pegando seus processos confusos e simplesmente atirando-os por cima do muro para ambientes mais baratos na Índia, na China ou nas Filipinas, diz Horowitz, da PwC. Os resultados podem ser desastrosos se eles fazem isso rápido demais, com expectativas irracionais e pouquíssimo treinamento.

Um desses exemplos foi quando, em 2003, a Dell teve que trazer de volta alguns de seus call centers baseados na Índia por causa de reclamações dos consumidores. “Treinamento, aculturação e RH são vitais”, acrescenta Horowitz. “O sucesso e o fracasso do offshore têm mais a ver com pessoas do que com qualquer outra coisa”, ele opina.

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