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Gestão

Sobreviva às mudanças provocadas pela TI

Por COMPUTERWORLD*

30 de junho de 2006 - 17h40
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O poder das pessoas

Todo mundo lembra de alguma história de terror corporativo: empresas que obrigam funcionários desligados, reféns de seus pacotes de demissão, a treinar seus substitutos no exterior, ou aquelas que eliminam cargos além do necessário, deliberadamente, só para poder contratar “sangue novo”, que não fica impressionado com a série de demissões.

Mas adotar nova tecnologia não significa, necessariamente, abandonar técnicos, e cortar custos não leva, necessariamente, a cortar cargos. A implementação de SOA, por exemplo, pode gerar economia de dinheiro porque torna mais barato operar e manter aplicações em seus ciclos de vida e colocar novos produtos no mercado, diz Paul Patrick, arquiteto-chefe para SOA da BEA Systems.

“As empresas estão recorrendo a SOA não só para cortar custos, mas também como uma maneira de reduzir o acúmulo de projetos de TI existentes ou iniciar novos com os quais não tinham capacidade de lidar antes”, salienta Patrick. “Normalmente, não vemos nossos clientes usando  SOA para reduzir pessoal, mas os vemos retreinando ou deslocando pessoal para outras áreas prioritárias.”

O retreinamento está em alta, e não só para funcionários técnicos com expertise em sistemas legados, diz Katherine Spencer Lee, diretora executiva da Robert Half Technology, empresa de colocação de pessoal de TI. “A tecnologia muda a cada nove a 12 meses, o que exige retreinamento constante”, explica Lee. Ela acrescenta que, em geral, é mais barato e eficaz retreinar funcionários atuais do que recrutar novos. “Se você tem pessoas que já entendem como a empresa funciona, elas costumam valer seu peso em ouro”, garante.

Ainda assim, treinamento em novas tecnologias ou aplicações não é o suficiente. Para gerenciar mudança com eficácia, os funcionários também têm que desenvolver as chamadas soft skills, como, por exemplo, escutar produtivamente e fazer perguntas sem confrontação, áreas em que os profissionais de TI , em geral, são considerados fracos.

Segundo Shelman, da Northrop Grumman, gerenciar mudança foi um aprendizado que envolveu tentativas e erros e muito treinamento em habilidades interpessoais. “Logo reconhecemos que alguma coisa não ia bem e chamamos instrutores para nos educar”, relembra Shelman. “Eles se sentaram e disseram: ‘O que vocês disseram foi isso; agora vou lhes contar o que as pessoas escutaram’. É impressionante ouvir a diferença entre as palavras que saíram da sua boca e as que entraram na cabeça das outras pessoas”, ele conta. 

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