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Accenture investe US$ 450 milhões em laboratório de SOA

Don Rippert, CTO da companhia, comenta detalhes do projeto, que inclui o desenvolvimento de um novo laboratório de pesquisa e a construção de aplicativos SOA customizados para indústrias específicas, iniciando pela de saúde.

Por COMPUTERWORLD

21 de julho de 2006 - 17h40
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A Accenture anunciou um investimento de 450 milhões de dólares para iniciativas em arquitetura orientada a serviços (SOA), que inclui o desenvolvimento de um novo laboratório de pesquisa e a construção de aplicativos SOA customizados para indústrias específicas.

O Laboratório de Tecnologia Accenture para Inovação em SOA irá iniciar suas pesquisas na indústria de saúde com um projeto de prescrição médica eletrônica. Em entrevista à edição norte-americana do COMPUTERWORLD, o chief technology officer da empresa, Don Rippert, comentou a estratégia.

COMPUTERWORLD – O que impulsionou esta iniciativa?
Don Rippert –
O SOA tem de ser conduzido pelos processos do negócio, não pela tecnologia. Você pode mudar uma aplicação mudando os processos do negócio como também são definidos em uma ferramenta de modelagem sem que precise mudar o código da aplicação. Esse é o principal benefício do SOA. O aplicativo e, posteriormente a plataforma na qual ele roda, é um mecanismo que leva a um determinado fim. Como terminal, servidor ou arquiteturas centradas em redes, leva algum tempo para alcançar todos os níveis de benefícios.

CW - Qual será o principal papel do novo laboratório?
Rippert –
A empresa está vendo quais os tipos de aplicativos serão desenvolvidos, visando as tendências dos próximos três ou quatro anos. Eles escreverão no laboratório os aplicativos da quarta geração e levaremos também ferramentas para o uso de médicos e farmacêuticos. Como faremos para superar problemas de acesso e de definição de serviço? Precisamos de um meio mais flexível para acessar os dados para que não haja necessidade de otimizar cada transação. Para isso, usaremos o que aprendemos administrando a Accenture.

CW - Por que você decidiu focar primeiramente na indústria de saúde?
Rippert -
Os custos são muito altos para serviços médicos. Envolvem inúmeras organizações independentes. Nós queremos um ambiente em que haja diferentes empresas com diferentes plataformas que se unam para melhorar os processos de negócios que envolvem as prescrições médicas. Eu queria algo que as pessoas pudessem entender as funcionalidades rapidamente sem precisar muito tempo explicando o que cada funcionalidade faz e como funciona.

CW - Quais são alguns dos desafios culturais associados a este tipo de mudança de paradigma no desenvolvimento das aplicações?
Rippert –
Assim como o CIO é responsável pelo modelo de dados corporativos, no futuro, ele também estará incumbido de administrar o modelo de processos corporativos para certificar-se de que as mudanças em um processo X não afetem negativamente um processo Y. CIOs de todas as companhias que migram para SOA terão de contratar mais pessoas com conhecimento sobre processos. É provavelmente a maior questão de governança que nós vemos.

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