Gestão
Custos de Sarbox caem com o tempo
Apesar de muitas corporações ainda considerarem altos os custos iniciais, números revelam que, com o passar dos anos, estes investimentos sofrem queda significativa.
Por COMPUTERWORLD
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No web site da Comissão de Valores Mobiliários e Câmbio (SEC), dos Estados Unidos, há um fórum no qual empresas podem comentar suas experiências na implantação das provisões de controle exigidas pelo artigo 404 da Lei Sarbanes-Oxley (SOX). Lá, dezenas de executivos deixaram comentários, muitos dos quais descrevendo iniciativas de conformidade extraordinariamente complexas e onerosas.
“Com base nas nossas experiências e nas experiências dos nossos colegas, consideramos excessivos tanto o esforço quanto o custo de adequação”, revela Paul Zeller, vice-presidente e responsável pela área financeira (CFO) da Imation. “Tivemos cerca de 1 milhão de dólares em custos externos e substancialmente mais em custos internos, a ponto de, no total, Sarbox corresponder a quase 5% do nosso resultado operacional em 2004”, conta.
O CEO da Microvision, William Krepick, conta que a companhia desembolsou 1,1 milhão de dólares para contratar consultores externos e outro 1,2 milhão de dólares para pagar os serviços de auditoria feitos por uma empresa independente durante dois anos, encerrado em março passado. Além disso, a implantação da Sarbox consumiu milhares de horas de trabalho, desviando a atenção da equipe de TI de outros projetos também importantes para a empresa. “Este desvio atrasou os investimentos em novos projetos e novas tecnologias que tornariam a empresa mais lucrativa e competitiva. Acreditamos que os acionistas teriam preferido muito mais essa última estratégia no lugar dos volumes imensos de papel para documentar a conformidade com a SOX”, comenta Krepick.
Desde a aprovação, em 2002, as empresas têm reclamado da legislação criada para ajudar a recuperar a confiança dos investidores, abalada com os escândalos contábeis da Enron e da WorldCom. A origem de muitas queixas é o artigo 404, que exige que as empresas comprovem a efetividade dos controles internos usados para proteger sistemas e processos envolvendo relatórios financeiros.
Sob a abordagem em dois níveis adotada pela SEC, as maiores companhias abertas (com ações em bolsa) foram obrigadas a estar em conformidade após o primeiro ano fiscal encerrado a partir de 15 de novembro de 2004. Já as empresas menores reclamaram que as exigências eram pesadas demais, o que fez a SEC estender o prazo até julho de 2007.
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