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Gestão

Mercado diverge sobre definição de solução de análise preditiva

Profissionais de TI divergem a respeito da existência de BI nas ferramentas de análise preditiva; no fim da história, é o comprador quem paga a conta

Por Fernanda Ângelo, do COMPUTERWORLD

23 de agosto de 2006 - 19h36
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A exemplo da maioria das tecnologias quando chegam ao mercado, as soluções de análise preditiva já confundem o usuário. Para uns, elas são uma ferramenta de CRM enriquecida com recursos de BI. Outros dizem tratar-se de capacidades de data mining aliadas a técnicas de estatística, sem nenhuma relação com business intelligence.

“Criam-se características diferentes e então a mesma tecnologia ganha outro nome”, defende Fernando Corbi, presidente da Business Objects no Brasil. O executivo diz que os produtos analíticos são constituídos de uma operação de BI específica para a base de dados gerada pelo CRM, ainda que esses sejam dados do passado – a BO oferece serviços para o cliente interessado em desenvolver seu CRM de análise. “Nossa área de consultoria adiciona conhecimentos específicos e recursos de análise às ferramentas”, diz o diretor.

Godfrey Sullivan, presidente mundial da fornecedora de BI Hyperion, diz que suas soluções já prevêem o conceito de “customer inteligence”. “Nossa solução de CRM já contempla todas as funções analíticas que permitem ao usuário um tratamento diferenciado dos dados de seus clientes”, assegura.

Já na opinião de Ricardo Ventura, presidente da SPSS Brasil, o BI é incapaz de fazer análises preditivas. “Ele o faz estaticamente, com base em uma ‘fotografia’ do passado, e te leva a deduzir o comportamento do cliente dali em diante”, detalha. Fernando Pierry, do Peppers & Rogers Group, também considera CRM preditivo e BI coisas distintas. “Ainda existe confusão entre essas ferramentas. Tem quem ache que o ‘nirvana’ está em elaborar grandes painéis, com inúmeros dados de clientes”, critica.

Em verdade, o que as discussões em torno do real substrato dessas soluções levam a acreditar é que os fornecedores dão nome ao produto conforme o gosto do freguês, dando nova roupagem a soluções e promessas já existentes. As empresas ávidas por ganhar, satisfazer e reter clientes simplesmente compram a idéia.

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