Gestão
Assim investe US$ 100 mil em banco de dados Caché
A prestadora de serviços para planos de assistência médica atualiza versão do banco de dados Caché baseada em Linux e diz que ele é oito vezes mais veloz que o sistema da Oracle
Por Camila Rodrigues, especial para o COMPUTERWORLD
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Com a necessidade de centralizar todas as informações de uma empresa, muitas vezes se esbarra na dificuldade de integrar a base de dados com plataformas de sistemas distintas. Por utilizar tanto aplicativos desenvolvidos internamente quanto comerciais, a Assim, prestadora de serviços de gestão de planos de saúde do Rio de Janeiro, migrou as fichas médica de seus clientes e as informações financeiras para um banco de dados Caché 4 versão para Linux, em 2001. O equipamento era compatível com diversas plataformas e permitia acesso tanto pela rede interna quanto pela internet.
Quatro anos depois, em novembro de 2005, a companhia decidiu atualizar o banco de dados para a versão 5, que possibilita também o desenvolvimento de aplicações orientadas a objetos, conforme relata a gerente de tecnologia Adriana Álvares dos Prazeres Martins. “Foi desenvolvido um sistema de atendimento, pela Sapien Solution, que hoje roda em oito agências da Assim e nas 50 posições do nosso call center”, descreve a executiva.
Neste período, a solução recebeu investimentos da ordem de 100 mil dólares, sendo que a migração de uma versão para a outra custou 100 mil reais. A executiva conta que a operadora de saúde adquiriu inicialmente 90 licenças, mas, atualmente, esse número aumentou para 300, sendo 200 para aplicativos web. Além disso, foi preciso atualizar o sistema operacional Red Hat da versão 7.1 para a versão 9.
Segundo Adriana, o Caché possui uma linguagem nativa para a criação de ferramentas, a Caché Server Page (CSP), mas aceita aplicações em outras linguagens, como XML, C++ e Java. “Antes do Caché 5, todas as aplicações web eram desenvolvidas em php que, ironicamente, é o único formato com o qual esta plataforma não é compatível. Por isso, a migração nos deu muito trabalho”, aponta.
Hoje, 30% das aplicações já utilizam interface para internet e tanto usuários internos quanto externos têm livre acesso à versão online. “Pela internet, retiram guias de exames, checam resultados de exames e realizam marcação de consultas, entre outros serviços”, observa.
A contingência das operações também ficou mais garantida com a versão 5. “Aqui, os servidores não podem ficar fora do ar nunca porque tem liberação de internação 24 horas por dia”, explica. Por isso, todo o Caché tem um espelhamento em tempo real por software, sendo que um servidor fica na sede da Assim, na Rua da Lapa, e o outro fica no Centro Médico Special Life, na Presidente Vargas. Adriana conta que a atualização roda por um link da Embratel de 1 MB.
Durante o projeto, dez profissionais do centro de processamento de dados (CPD) trabalharam nas duas migrações. Na primeira, todos eles foram treinados na InterSystems e no Assim. Já para o Caché 5, apenas dois funcionários realizaram cursos, pois, segundo a gerente, não havia necessidade de uma grande carga horária de aulas. “As duas migrações foram tranqüilas.O único problema em 2001 foi fazer os thin clients darem boot por um disquete no Linux”, comenta Adriana. Na migração para o Caché 5, ela disse que houve dificuldade para configurar as impressoras porque o serviço de impressão do Windows dos desktops é diferente do Linux”. A solução encontrada foi utilizar o Samba, software capaz de fazer o Linux simular um servidor Windows.
Processamento rápido e economia de hardware
Adriana conta que o Caché armazena somente os sistemas desenvolvidos internamente, mas as ferramentas de folha de pagamento e de business intelligence, adquiridas de empresas especializadas, estão integradas a ele por meio da exportação e importação de arquivos de texto.
Apesar de tanta informação, a estrutura de armazenamento do banco de dados permite um processamento 50 vezes mais rápido e a economia de hardware. “Com o Caché, não é necessário definir o tamanho dos campos de entrada. Não tem limite mínimo e o os dados são alocados em toda a área disponível. Desta forma, nunca tem espaço branco nos arquivos e, por isso, ele fica mais compacto”, explica Adriana. Ela conta que com apenas 30 GB é possível armazenar informações dos 18 anos de operações da companhia.
Outro benefício da ferramenta é a agilidade no processamento, realizado por cinco servidores e cerca de 280 desktops. A executiva detalha que “as informações são indexadas e, por isso, a busca fica muito rápida”. O fechamento do custo médico, que antes levava dois dias para ser processado, passou a rodar em apenas alguns minutos. “O Caché é oito vezes mais rápido que o Oracle e não precisa de processador muito veloz”, diz a gerente. De acordo com Adriana, o servidor do banco de dados roda um Power Edge 2800 com dois processadores Xion de 3.6 Ghz cada e 5 GB de RAM.
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