Publicidade

COMPUTERWORLD - O portal voz do mercado de TI e Comunicação

Gestão

Terceirização compulsiva tem os dias contados

Por Ana Paula Oliveira, do COMPUTERWORLD

06 de setembro de 2006 - 10h40
página 2 de 5

“No modelo antigo ou tradicional de terceirização, os contratos já estavam obsoletos no momento em que eram assinados”, exemplifica o executivo. Quem já não ouviu histórias de terceirização sobre serviços que ‘despencam’ em qualidade após o primeiro ano de contrato? O primeiro passo em direção ao multisourcing, na visão do analista, é a criação de cláusulas que garantam mais flexibilidade ao contrato. “Não adianta prever mudanças somente nas quantidades e capacidades contratadas, mas principalmente, nos tipos de soluções de TI fornecidas”, alerta Dreyfuss.

Para o cliente, esse é um exercício constante, de revisão de necessidades, estratégias e de relacionamento com o provedor. Já do lado do fornecedor, o desafio é estar pronto para ajustes finos e mudanças de rota, tendo sempre em vista uma relação de parceria estratégica com o cliente. Para quem acha que na prática, esse nível de interação nunca vai funcionar, dada a complexidade dos universos do cliente e de seus fornecedores, vale relembrar exemplos reais de empresas que aplicam esse conceito de forma direta em seu bem mais precioso – o produto final.

Um deles é o setor automobilístico. Pressionado por custos cada vez mais altos e concorrência mais acirrada, empresas como General Motors e Ford utilizam de forma sistemática o conceito de “sistemistas”. Tanto ao redor da planta da GM localizada em Gravataí, no Rio Grande do Sul, quanto na fábrica da Ford sediada em Camaçari, na Bahia, existem comunidades de fornecedores que fornecem em tempo real as peças necessárias para a montagem dos automóveis. Desta forma, o estoque interno é zero e o tempo de reposição é mínimo.

Na área de tecnologia, por sua vez, o maior exemplo mudou totalmente a forma como se fabricava computadores. Quando Michael Dell criou a Dell Computers, em 1985, ele queria formar uma empresa que vendesse produtos customizados de acordo com a necessidade do cliente. Para ter a agilidade necessária que garantisse este diferencial, o executivo adotou o modelo ‘built to order’, que exigia dos fornecedores rapidez na entrega os componentes de acordo com a configuração de cada lote de pedidos. Isso reduziu dramaticamente os custos, acelerou o processo de fabricação e melhor ainda, agradou a milhares de clientes em todo o mundo. “É esse tipo de raciocínio que as empresas precisam ter em relação aos seus fornecedores de TI. Elas precisam estar dispostas a formar uma parceria de forma a contar com este parceiro na hora em que precisar mudar o rumo”, sugere Dreyfuss.

Opinião do Leitor
Não há comentários para essa notícia
Publicidade
Publicidade
As mais lidas
60 melhores empresas de TI e Telecom para trabalhar

A elite do RH de TI e Telecom no Brasil

Computerworld e Instituto GPTW apresentam as Melhores Empresas de TI e Telecom para Trabalhar 2009.

Veja o Especial

Confira o ranking:

  1. Chemtech
  2. Kaizen
  3. Microsoft
  4. Cisco do Brasil
  5. Google Brasil
Veja o ranking completo com as 60 empresas

SLIDE SHOWS

Publicidade
coluna tv
Newsletters
Assine a Computerworld