Gestão
Diretor da VMware analisa mercado local de virtualização
Javier Carrión, diretor da VMware para a AL, falou ao COMPUTERWORLD sobre a percepção da companhia a respeito do mercado local de virtualização; país tem enorme potencial de crescimento na área.
Por Fernanda Ângelo, do COMPUTERWORLD
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Em uma recente pesquisa, o Gartner afirmou que, mundialmente, a virtualização ocupa a primeira posição na lista das tecnologias estratégicas de maior impacto em 2007. Segundo o instituto de pesquisas, a tecnologia terá efeitos ainda mais intensos no mercado brasileiro devido ao grande legado de mainframes existente no País.
Em visita ao Brasil, Javier Carrión, diretor da VMware para a América Latina, falou ao COMPUTERWORLD sobre a percepção da companhia a respeito do mercado local de virtualização, segmento em que a empresa atua desde a sua fundação, em 1998.
Sem divulgar números – a VMware está em “quiet period” –, o executivo confirmou a previsão divulgada pelo Gartner e explicou os motivos de seu otimismo.
COMPUTERWORLD | Como a VMware enxerga atualmente o mercado brasileiro de virtualização?
Javier Carrión | O Brasil é um mercado ótimo, com grande potencial de crescimento. Um dos motivos é o grande número de empresas que subutilizam as capacidades de seus servidores x86. É um mercado muito propenso à virtualização porque, além do que acabei de citar, muitas organizações enfrentam problemas relacionados a infra-estrutura, necessidade de reduzir gastos com energia, entre outros que podem ser solucionados (pelo menos em parte) pela virtualização.
CW | O Brasil tem muito potencial de crescimento, pelo que você diz. E qual é o nível atual de adoção dessa tecnologia?
JC | Olha, a VMware está na maioria das grandes empresas no Brasil. Também há muitas companhias atualmente fazendo prova de conceito da virtualização ou que já utilizam a tecnologia para virtualizar estações de trabalho. As empresas mais arrojadas, especialmente aquelas do setor financeiro, já têm a virtualização como filosofia. Estamos em empresas em diferentes etapas de evolução.
CW | Um dos maiores apelos da virtualização está na economia que ela pode gerar a um negócio. É possível estimar o quanto essa tecnologia pode poupar?
JC | É difícil falar em valores devido às diferenças existentes de um projeto para outro. Cada caso é um caso. Porém, o que sabemos é que, em média, um processador físico pode ser transformado em cinco máquinas virtuais. Também há questões intangíveis envolvidas. Por exemplo, um banco que opte por virtualizar servidores para garantir que seus sistemas estejam sempre disponíveis ao cliente – e isso já acontece no Brasil – seguramente terá usuários satisfeitos e vai lucrar com isso.
CW | Você concorda com a previsão do Gartner, que diz que o País será um dos que mais se beneficiará da virtualização por conta do legado de mainframes?
JC | Sim. Os custos de um x86 são muito menores do que aqueles de um mainframe. Além disso, como os mainframes já são particionados, migrá-los para plataforma baixa é simples. A evolução do mainframe para o x86 é muito mais fácil hoje. Inclusive já há no Brasil empresas fazendo provas de conceito também nesse sentido.
Também o fato das nossas soluções permitirem o uso de diferentes sistemas operacionais simultaneamente é um fator positivo a mais para aqueles que já pensam em consolidar suas máquinas.
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