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Gestão

Análise de ROI vira artifício de vendas

ROI ainda é comum na hora de cortar custos em TI. A diferença, agora, é que ferramentas como provas de conceito e acordos de nível de serviço ajudam na decisão do cliente.

Por Fernanda Ângelo, do COMPUTERWORLD

14 de setembro de 2006 - 10h42
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Foi-se o tempo em que manter servidores em pleno funcionamento e aplicações rodando a todo vapor eram as mais árduas das tarefas de um diretor de tecnologia da informação (CIO, na sigla em inglês). Com orçamentos apertados e cada vez mais cobrados por redução de custos, esses executivos agora têm entre suas missões diárias a árdua missão de justificar cada um dos investimentos que pretendem fazer. E, quando menos esperam – ou no momento em que acreditam não ter mais onde cortar gastos –, são convidados a reduzir despesas em suas áreas.

Para comprovar a teoria, uma recente pesquisa realizada pelo CIO Executive Council, nos Estados Unidos, revela que 40% dos 51 diretores de TI entrevistados dizem estar sob “muito alta” ou “significativa” pressão por corte de custos. Embora há muito tempo venham reduzindo seus gastos, poucos – se é que existe algum – são os que de fato vêem alguma economia de dinheiro.

Na maioria dos casos, conforme sugere a pesquisa, a área de TI corta custos aleatoriamente, sem antes analisar se eles podem resultar em gastos em outro lugar ou até em maior risco para o negócio. Os CIOs de fato precisam cortar custos, mas fazê-lo de forma impensada pode não ser uma estratégia de longo prazo para a saúde da companhia, nem tampouco para a segurança de seu emprego.

O facão deve ser passado estrategicamente, de forma que os cortes produzam valor sustentável ao passar do tempo. Segundo o CIO Executive Council, uma vez que o diretor aprende as regras do jogo, a verba que ele economiza pode até voltar para ele, revertida em custeio de inovações.

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