Gestão
Análise de ROI vira artifício de vendas
Por Fernanda Ângelo, do COMPUTERWORLD
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Nesta linha, segundo Grossman, práticas de benchmarking e provas de conceito passam a ser fortemente utilizadas. “Elas permitem o uso da solução antes mesmo de sua compra. Há casos em que o fornecedor só recebe por seu produto após a efetiva comprovação de seu ROI e resultados pré-estabelecidos”, revela.
Anderson Cunha, CIO do Grupo Leroy Merlin, reconhece que é mesmo a relação entre receita e custos de informática quem guia os investimentos da área. No entanto, ele diz que os fornecedores pecam ao tentar comprovar a redução de custos com dados históricos baseados na adoção de suas ferramentas no mercado norte-americano. “Além disso, usam muito questões intangíveis”, critica.
Apesar disso, Cunha admite que fatores intangíveis são relevantes. “Tentamos classificar os benefícios antes de medir o ROI”, diz. “Temos metodologias próprias, que consideram questões tangíveis e intangíveis. Para medir estas últimas, ao longo do tempo, fazemos pesquisas de satisfação, por exemplo”, detalha.
Na Faculdade de Tecnologia da Informação das Faculdades Associadas de São Paulo (Fasp), as escolhas de soluções tecnológicas acabam sendo mais fáceis, bastante fundamentadas e, em geral, de custo vantajoso, segundo Armando Dal Colletto, responsável pela área de TI da instituição. "Se precisamos adquirir algum produto ou serviço, o processo segue alguns passos tradicionais, baseados num misto de avaliação técnica com análise de ROI e uma visão de futuro.
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