Gestão
Previsões corretas em TI: um ponto a favor dos negócios
Professor da universidade de Dublin, na Irlanda, aponta os fatores-chave para aumentar as chances de acerto das previsões na área de TI.
Por Camila Fusco, do COMPUTERWORLD
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“De três a oito anos, nós teremos uma máquina com a inteligência de um ser humano comum. Digo uma máquina que será capaz de ler Shakespeare, encerar um carro, executar as políticas corporativas, contar piadas, brigar. Naquele ponto, a máquina começará a se educar a uma velocidade fantástica. Em alguns meses, atingirá um nível genial e, tempos depois disso, seu poder será incalculável.” Essa previsão teria tudo para ter saído de um filme de ficção científica, desses em que sociedades são controladas por ciborgues e computadores são capazes de gerenciar tudo aquilo que a imaginação humana pode considerar. Mas na realidade, quem pronunciou a célebre profecia não estava falando em ficção ou era leigo no assunto. Pelo contrário: tinha suas palavras baseadas em anos de estudo, mestrado, doutorado. Era nada menos do que o professor Marvin Minsky, reconhecido nome do Massachusetts Institute of Technology (MIT).
Mas o que deu errado na previsão, feita há mais de 25 anos? Foi para discutir esse tema, “o que ainda dá errado ao se prever o futuro da TI”, que o professor Frank Bannister, da irlandesa Trinity College, convocou os participantes do Congresso Anual de Tecnologia da Informação (CATI-2006) – evento promovido pela Escola de Administração de Empresas de São Paulo da Fundação Getulio Vargas (Eaesp-FGV) na última de semana de julho – a refletir sobre quais têm sido os principais enganos cometidos pelos executivos atualmente na tentativa de descobrir as demandas futuras por novas tecnologias.
De acordo com Bannister, apesar de a realidade das sociedades ter mudado muito desde a época do professor Marvin Minsky, ainda restam diversos elementos característicos daquela época na maneira como os pesquisadores e até as próprias empresas baseiam suas projeções. E isso tem colocado cada vez mais em risco operações e a continuidade dos negócios. “Da mesma maneira como no passado, continuamos vendo bons projetos darem errado porque, em algum momento, alguém não considerou variáveis importantes e decisivas nas projeções do futuro”, aponta.
Mas como identificar os enganos?
Em sua tese, o professor considera que são dois os principais erros nas previsões de TI atualmente, um relacionado à própria tecnologia e outro que inclui a aceitação dos consumidores ou usuários sobre essa nova proposta. “No primeiro caso, são comuns previsões que nunca acontecem e que se realizam, mas interferem na ocorrência de outras ou não em um período de tempo adequado”, ressalta. Já nos erros de aceitação dois são os principais problemas: a previsão do nível de aprovação por parte dos usuários está superestimada ou subestimada.
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