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Gestão

Em São Paulo, presidente do SEI apresenta nova versão do CMMI

O modelo de maturidade passa a expirar em três anos e ganha versões também para as empresas que compram serviços terceirizados.

Por Fernanda Ângelo, do COMPUTERWORLD

20 de setembro de 2006 - 11h56
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Paul Nielsen, presidente do Software Engineering Institute (SEI), da Carnegie Mellon University, abriu na manhã desta quarta-feira (20/09) o 3° ISD Brasil Customers Conference. Durante sua palestra o especialista falou do futuro da melhoria de processos, detalhou as evoluções do Capability Maturity Model Integration.

Mais conhecido pela sigla CMMI, o modelo de maturidade de processos ganhou há cerca de um mês a versão 1.2. O novo CMMI vai além do fornecedor de soluções, e inclui modelos de maturidade para os compradores de serviços terceirizados, para profissionais e equipes de desenvolvimento.

Nielsen destaca a importância das novas extensões do modelo. A CMMI-ACQ, voltads às empresas que contratam serviços de outsourcing, CMMI-SVC e CMMI-DEV, para consumidores de serviços (e não software apenas) e desenvolvedores, respectivamente. “É crucial que cliente e fornecedor tenham o mesmo entendimento sobre a importância do nível de maturidade”, afirma o presidente do SEI. Segundo ele, a partir do momento em que ambos estão juntos em um mesmo projeto, uma falha de um pode arruinar o negócio de outro.

Outra novidade do CMMI v1.2 está no fato de o certificado de maturidade expirar em três anos. Até um mês atrás, uma vez que uma companhia era aprovada como CMMI em qualquer um de seus níveis, ela não perdia o status de “empresa madura em processos” – ainda que toda a sua equipe fosse trocada ou que um novo grupo de desenvolvedores, que não estava na organização no período em que ela se preparou para o CMMI, fosse contratado para um projeto.

“Em teoria, o importante não é o nível de maturidade que se tem, mas a forma como uma empresa executa seus processos”, diz Nielsen. “Embora o CMMI não seja uma ferramenta de marketing, muitas companhias o estavam utilizando como tal. Então surgiu a necessidade de uma reavaliação periódica”, lamenta. O especialista também sugere que as empresas contratantes sejam um pouco mais críticas e não assumam que porque um fornecedor tem o CMMI 5, por exemplo, ele terá uma equipe preparada como tal. “É sempre bom entender quais os níveis de processos contratados”, aconselha.

O Personal Software Process (PSP) e o Team Software Process (TSP) não são novidade, mas também não podem ser esquecidos como opções que complementam o CMMI. “A partir do momento em que dão aos profissionais e equipes um suporte e o feedback para aquilo que eles produzem, esses modelos seguramente ajudarão a acelerar o processo de maturidade e busca por qualidade em uma organização”, garante o especialista.

Por fim, Nielsen dá a dica para as empresas que buscam o CMMI. “Nunca deixem que os processos virem uma religião. Eles devem ser uma ferramenta de trabalho para os profissionais.”

Organizado pela ISD Brasil, o evento, que acontece até o dia 22 de setembro, ainda contará com palestras de empresas como CPM, Dell, HP, IBM, Microsoft, Resource Informática, Senac e Telefônica, entre outras. Ao todo serão 50 palestras sobre governança, melhoria de processos e qualidade.

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