Gestão
Em São Paulo, presidente do SEI apresenta nova versão do CMMI
O modelo de maturidade passa a expirar em três anos e ganha versões também para as empresas que compram serviços terceirizados.
Por Fernanda Ângelo, do COMPUTERWORLD
Paul Nielsen, presidente do Software Engineering Institute (SEI), da Carnegie Mellon University, abriu na manhã desta quarta-feira (20/09) o 3° ISD Brasil Customers Conference. Durante sua palestra o especialista falou do futuro da melhoria de processos, detalhou as evoluções do Capability Maturity Model Integration.
Mais conhecido pela sigla CMMI, o modelo de maturidade de processos ganhou há cerca de um mês a versão 1.2. O novo CMMI vai além do fornecedor de soluções, e inclui modelos de maturidade para os compradores de serviços terceirizados, para profissionais e equipes de desenvolvimento.
Nielsen destaca a importância das novas extensões do modelo. A CMMI-ACQ, voltads às empresas que contratam serviços de outsourcing, CMMI-SVC e CMMI-DEV, para consumidores de serviços (e não software apenas) e desenvolvedores, respectivamente. “É crucial que cliente e fornecedor tenham o mesmo entendimento sobre a importância do nível de maturidade”, afirma o presidente do SEI. Segundo ele, a partir do momento em que ambos estão juntos em um mesmo projeto, uma falha de um pode arruinar o negócio de outro.
Outra novidade do CMMI v1.2 está no fato de o certificado de maturidade expirar em três anos. Até um mês atrás, uma vez que uma companhia era aprovada como CMMI em qualquer um de seus níveis, ela não perdia o status de “empresa madura em processos” – ainda que toda a sua equipe fosse trocada ou que um novo grupo de desenvolvedores, que não estava na organização no período em que ela se preparou para o CMMI, fosse contratado para um projeto.
“Em teoria, o importante não é o nível de maturidade que se tem, mas a forma como uma empresa executa seus processos”, diz Nielsen. “Embora o CMMI não seja uma ferramenta de marketing, muitas companhias o estavam utilizando como tal. Então surgiu a necessidade de uma reavaliação periódica”, lamenta. O especialista também sugere que as empresas contratantes sejam um pouco mais críticas e não assumam que porque um fornecedor tem o CMMI 5, por exemplo, ele terá uma equipe preparada como tal. “É sempre bom entender quais os níveis de processos contratados”, aconselha.
O Personal Software Process (PSP) e o Team Software Process (TSP) não são novidade, mas também não podem ser esquecidos como opções que complementam o CMMI. “A partir do momento em que dão aos profissionais e equipes um suporte e o feedback para aquilo que eles produzem, esses modelos seguramente ajudarão a acelerar o processo de maturidade e busca por qualidade em uma organização”, garante o especialista.
Por fim, Nielsen dá a dica para as empresas que buscam o CMMI. “Nunca deixem que os processos virem uma religião. Eles devem ser uma ferramenta de trabalho para os profissionais.”
Organizado pela ISD Brasil, o evento, que acontece até o dia 22 de setembro, ainda contará com palestras de empresas como CPM, Dell, HP, IBM, Microsoft, Resource Informática, Senac e Telefônica, entre outras. Ao todo serão 50 palestras sobre governança, melhoria de processos e qualidade.


