Gestão
Análise: o ERP e as pequenas e médias empresas
Por Raphael Galiano, especial para o COMPUTERWORLD*
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Este é o tipo de situação em que o “barato sai caro”. Os CIOs, juntamente com os executivos responsáveis pela contratação, acabam por não avaliar a importância estratégica do “casamento” com o ERP escolhido. E optam por implementar pelo mais baixo investimento possível, espremendo os parceiros ao máximo e achando que estão fazendo um grande negócio. Mas uma hora o feitiço se volta contra o feiticeiro.
A história se repete à exaustão: os parceiros estimam poucas horas para a implementação, prorrogam sua presença no projeto diversas vezes e o valor final da consultoria cresce significativamente. É o chamado “time material”. Apertados em seus preços, os parceiros também colocam profissionais de menor custo nas iniciativas, muitas vezes, despreparados.
São muitos os casos conhecidos de empresas que compraram o software e optaram por implementá-los com parceiros, dispensando até os custos de quality assurance normalmente cobrados pelo fornecedor para acompanhar o projeto e garantir a qualidade da implementação. Quando isso acontece, as chances de a iniciativa falhar e acarretar prejuízos e descrédito quanto ao produto é muito grande.
A razão é simples, mas nem sempre de fácil percepção: por estarem apertados com o pagamento dos serviços de implementação, os clientes deixam de investir em treinamento, fundamental para formar uma equipe preparada e que conheça o produto o suficiente para garantir vida inteligente com as próprias pernas. Isso sem falar em customizações desnecessárias, que normalmente quebram a integridade do sistema e exigem retrabalho a cada nova versão da ferramenta.
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