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Gestão

Qualidade de software vai além de testes

Por Fernanda Ângelo, do COMPUTERWORLD

04 de outubro de 2006 - 10h04
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Especialista em maturidade de processos de software, especialmente aqueles estabelecidos pelo CMMI, do Software Engineering Institute (SEI), Caram explica que teste é apenas um dos aspectos de um programa de melhoria e qualidade. “O CMMI é garantia da qualidade de processos e produtos”, diz o profissional. “Zero de erro ninguém tem. O que as empresas estão buscando é reduzir esses índices”, afirma o diretor, lembrando que estas companhias precisam começar a investir em regras básicas de gestão do processo como um todo.

Tradicionalmente, o teste de software representa apenas uma das etapas – a final, na maioria dos casos – em seu processo de desenvolvimento. “Muitos desenvolvedores adotam os testes somente no fim do processo de desenvolvimento para ganhar tempo”, revela Alves, da Compuware. Ele explica que, em tese, implementar testes desde o início do desenvolvimento pode parecer mais caro, mas na prática, adotar um ferramental de testes automatizados pode significar mais agilidade e economia ao longo do processo.

Além disso, ainda há muitas organizações que têm nos testes o seu único processo de garantia de qualidade. O que elas não sabem é que o teste não é a solução para os problemas, conforme afirma Luiz Wolf, um dos sócios-diretores da Tech4B, empresa nacional especializada em melhoria de qualidade, desempenho e custos de tecnologia da informação (TI). Citando o especialista e desenvolvedor Michael Fagan, que há cerca de 30 anos, enquanto era funcionário da IBM, criou o processo de inspeção de códigos que levou o seu nome, Wolf diz que os testes respondem pela solução de apenas 20% dos problemas em um software.

Dói no bolso
Por mais exaustivos que tenham sido os testes, por si só, eles não garantem a qualidade do produto final, ainda que até assegurem o seu bom funcionamento. “A exemplo dos carros cerca de 40 anos atrás, muitas empresas ainda testam apenas o produto final”, compara Helio Katanosaka, outro sócio-diretor da Tech4B. “Nesse caso, quando um problema é detectado, o caminho até a sua fonte é longo e custoso.”

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